Giro de Notícias

08/02/2008

Brasil leva especialista para fazer drinks na Foodex

A criatividade da cafeóloga e barista Eliana Relvas, aliada aos sabores e aromas das frutas e cafés do Brasil, promete movimentar o espaço brasileiro na Foodex 2008, que acontece em Chiba, Japão, de 11 a 14 de março. Eliana estará no comando das bebidas servidas no Bar Brasil, que compõe a área de degustação do pavilhão brasileiro promovido pela Apex-Brasil. O mercado japonês tem destacada preferência pelos cafés premium, principalmente os instantâneos. Em 2006, o país importou US$ 1,10 bilhões e o Brasil foi o principal fornecedor, seguido por Colômbia, Indonésia, Etiópia, Guatemala e Vietnã. O Brasil ainda exporta para o Japão, principalmente, café não torrado e em grão, mas há um grande espaço para os cafés finos.

08/02/2008

Colômbia: crescem divisas com plano estratégico

O Plano Estratégico 2003-2007, executado pela Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, logrou resultados positivos para os produtores e para a economia do país, segundo informou a Federação. Durante este período, melhorou-se a competividade do setor, se deu valor agregado à produção, se fortaleceu o tecido social e o café colombiano manteve-se como um dos melhores do mundo. O maior volume exportado, somado às melhores cotações externas e à política de valor agregado, se traduziu em um incremento das divisas cafeeiras para o país, que passaram de US$ 876 milhões em 2003 a US$ 1.893 milhões em 2007, ou 116%.

08/02/2008

Café Canecão quer crescer no golfo arábico

Focada nos países árabes, a Café Canecão, de Campinas (SP), pretende dobrar as exportações de café neste ano. A expectativa é que em quatro anos eles consumam 70% da produção da empresa. Para consolidar a marca que está presente há cinco anos na região do Golfo Arábico, a empresa vai participar da Gulfood, entre 24 e 27 de fevereiro em Dubai, nos Emirados Árabes. "Dubai é uma entrada para toda região do Golfo, que tem um potencial econômico muito grande. Além disso, essa é uma feira na qual vão compradores do Golfo todo", afirmou o gerente de exportação da companhia, Khalil Fraig, que vai levar 150 quilos de café como mostruário.

07/02/2008

Panamá: receita com exportações cresce no país

As exportações de café do Panamá geraram um movimento econômico de US$ 15,1 milhões no período de 2006-07, US$ 9 milhões a mais que no período anterior. O chefe nacional do programa de café do Ministério de Desenvolvimento Agropecuário (MIDA) do Panamá, Raúl Ortiz, disse que o aumento se deve à boa safra, o que permitiu um crescimento de 5,4% na produção. Esta situação permitiu uma colheita de 206,073 mil sacas de 60 quilos superando em mais de 18,4 mil sacas a safra anterior.

07/02/2008

Carvalhaes: otimismo mantém mercado em alta

Apesar do nervosismo e da grande volatilidade dos mercados ao redor do mundo, o do café, devido à apertada situação estatística e ao otimismo com o crescimento do consumo e rápido desenvolvimento do mercado de cafés especiais, comportou-se bem e fechou a semana em alta. A bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US) subiu e, mesmo com a forte desvalorização do dólar frente ao real, apresentou ganhos na semana equivalentes a R$ 9 por saca (nos contratos para entrega em março próximo). No mercado físico brasileiro, os compradores tentaram não repassar a alta para os preços alegando que o dólar "derreteu" esta semana. Se o corte dos juros nos EUA acalmar os mercados, deverá crescer a procura por aplicações em commodities, entre elas o café.

07/02/2008

Nicarágua recebe baristas e empresários nórdicos

Um grupo de doze baristas e catorze donos de negócios de café dos países nórdicos foram a Nicarágua, onde permaneceram por uma semana, para avaliar a qualidade do café nicaragüense. O presidente da Associação de Cafés Especiais da Nicarágua (Acen), Roberto Bendaña, disse que o grupo de baristas e empresários nórdicos avaliaram o grão nas zonas cafeeiras localizadas no interior do país. "O objetivo (dessa missão) é conhecer o perfil da xícara de café da Nicarágua e também compartilhar a experiência e a técnica de barista com os catadores locais", disse Bendaña.<br>

06/02/2008

Exportações mundiais crescem 3,71% de jan/07 a dez/07

As exportações mundiais de café apresentaram uma alta de 3,71% no acumulado de janeiro a dezembro de 2007 frente o mesmo período de 2006. O destaque ficou para os robustas, que tiveram uma variação positiva de 10,34%. Os suaves colombianos também cresceram acima da variação das exportações totais, 5,09%. Os naturais brasileiros permaneceram praticamente estáveis (+0,22%), enquanto que os outros suaves registraram queda de 1,90%.

06/02/2008

Estoques insuficientes, mas com preços "comportados"

Segundo dados da Conab, o Brasil deve produzir entre 41,3 e 44,2 milhões de sacas de 60 quilos nesta safra (média de 42,75 milhões), quase 3 milhões a menos que a demanda estimada, que chega a 45,6 milhões de sacas. O problema é a falta de estoques. Segundo Luiz Hafers, diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira, pela primeira vez, o mercado vai trabalhar sem produto administrado pelo governo. No segundo semestre não haverá leilões governamentais para as indústrias obterem matéria-prima. Gilson Ximenes diz que certas referências "precisam ser quebradas". Enquanto outras commodities batem recordes, os preços do café seguem num ritmo bem comportado. "O valor da saca sempre correspondeu ao salário mínimo (hoje em R$ 380)", afirma.

06/02/2008

Solúvel: Cia. Iguaçu prefere investir no exterior

O Brasil não está entre os planos de expansão da Cia. Iguaçu de Café Solúvel, terceira maior exportadora de solúvel do país. Os novos aportes devem ser direcionados para a União Européia, onde a empresa já tem uma unidade e onde os custos de produção são menores. "É no mínimo 50% mais caro investir no Brasil, uma vez que as máquinas industriais são importadas", disse o vice-presidente da companhia, Rodolpho Seigo Takahashi. Além dos custos, o governo brasileiro não autoriza operações de drawback e o produto nacional é tarifado em 9% pela EU, o que desestimula novos investimentos.

01/02/2008

Colômbia: incentivo à renovação de cafezais sobe 9,1%

O gerente geral da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Gabriel Silva, anunciou ontem (31) um aumento de 9,1% no valor de incentivo de apoio que é dado, pelo Fundo Nacional do Café, aos produtores, para a renovação de cafezais mediante a prática de recepa. Em 2008 a Federação aspira que haja uma renovação de 105.000 hectares de café, equivalente a 11,6% do total da área plantada. Do previsto, 45.000 hectares ou 42,8% do total, serão por recepa e, para esta prática, serão destinados 20 bilhões de pesos (US$ 10 milhões). Os outros 60.000 hectares (57,2%) de cafezais envelhecidos serão substituídos por novas plantas.

01/02/2008

O café faz bem à saúde?

Algumas linhas de pesquisa conduzidas por especialistas de diversos países têm revelado os efeitos positivos do café, entre eles: reduzir o colesterol, auxiliar no combate a doenças coronarianas, proporcionar efeitos antidepressivos, reduzir o risco do mal de Parkinson, proteger contra diabetes do tipo 2, desenvolver ação antioxidante (que atua contra o envelhecimento das células), e auxiliar em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto). Há estudos recentes, inclusive, que indicam que substâncias presentes no café podem prevenir demências e mal de Alzheimer e que o consumo moderado e regular inibe o alcoolismo e a depressão. No Brasil, a Fundação Zerbini assinou, em 2006, um protocolo com a Associação Brasileira da Indústria do Café para a criação da Unidade de Pesquisa Café-Coração do Incor, que até hoje tem conduzido pesquisas sobre a bebida.

01/02/2008

Nota à imprensa: dívidas de crédito rural e Funcafé

Para evitar a concentração, no início do ano de 2008, dos pagamentos das dívidas de café oriundas de financiamento de custeio da safra (tratos culturais das lavouras, mão-de-obra e operações com máquinas), de colheita (aplicação de herbicidas, arruação, colheita, transporte para o terreiro, secagem, mão-de-obra e material utilizado) ou de estocagem, lastreados com recursos do Funcafé e relativos às safras 2005/2006 e 2006/2007 (cerca de R$ 1 bilhão), foi autorizado a concessão de prazos adicionais para pagamento das parcelas com vencimento entre 2 de janeiro e 30 de junho de 2008 daquelas linhas de crédito.

01/02/2008

Agropecuária pode ser afetada com crise nos EUA

A crise nos Estados Unidos pode provocar demissões nas empresas exportadoras brasileiras devido à redução dos embarques. O assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, disse que até agora, a agricultura e o agronegócio do Brasil não sofreram nenhuma conseqüência. Mas ele acredita que um possível agravamento da crise americana geraria redução nas exportações de frango, soja, milho, madeira, açúcar, álcool e café não só para o mercado norte-americano como para outros países. Entre as commodities que poderiam ter redução de preços e, por conseqüência de exportações, estão a soja, o milho, o café, o açúcar e o álcool.

01/02/2008

Lavazza entra no Brasil com compra da Café Grão Nobre

A Café Grão Nobre, dona da marca Florença, passou para as mãos da torrefadora italiana Lavazza. O valor do negócio não foi revelado, mas faz parte dos US$ 30 milhões que a empresa investirá no Brasil pelos próximos três anos, incluindo uma fábrica de cápsulas de expresso. "Esse é um projeto que temos (fábrica de cápsulas). A compra da Café Florença vai facilitar e acelerar o tempo no qual vamos realizá-lo", afirmou o diretor da Lavazza no Brasil, Massimo Locatelli. A aquisição anunciada ontem faz parte da estratégia da Lavazza de crescer em mercados emergentes.

01/02/2008

Cafés do Brasil participam da Prodexpo, em Moscou

A participação dos "Cafés do Brasil" na Prodexpo' 2008 - 15ª Feira Internacional de Produtos Alimentícios e de Alimentos não-industrializados - faz parte do Programa Integrado de Marketing do Café (PIM/Café), aprovado pelo Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC). Para o diretor do Departamento do Café da SPAE, Lucas Tadeu Ferreira, a participação do país na Prodexpo reforça a posição brasileira como fornecedor de cafés de qualidade - no caso específico, o solúvel - no Leste Europeu.

01/02/2008

Consumo de cafés certificados tem crescido no mundo

A procura por produtos responsáveis, já estimulou muitos torrefadores à investir em produtos orgânicos e oferecer diversas opções de cafés certificados como, por exemplo, o Rainforest Alliance e o Comércio Justo. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o McDonald´s oferece café certificado Rainforest Alliance, desde Janeiro de 2006, o que lhe proporcionou um aumento nas vendas de 15% em comparação ao ano anterior. A partir deste ano, as lojas da Alemanha também seguirão este exemplo. A Tchibo, grande torrefadora Alemanhã também tem comercializado cafés com o selo Rainforest Alliance (como a marca "Frische Ernte" da Colômbia, por exemplo).

01/02/2008

Votos do Conselho Monetário Nacional frustram cafeicultores

O Conselho Nacional do Café e a Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil vêm defendendo uma revisão ampla no perfil e nas condições de pagamento das dívidas dos produtores, bem como políticas que proporcionem geração de renda. Caso não sejam adotadas soluções em caráter de urgência para estas questões, a deficiência de capital de giro dos cafeicultores deverá causar uma forte queda na produção, tendo como conseqüências a redução nas exportações e o desabastecimento do mercado interno a partir de 2009.

31/01/2008

América Central pede acesso livre para café à UE

A América Central solicitará à União Européia (UE) o acesso livre para o café em todas as suas apresentações, bem como para o açúcar refinado e cru. A associação Nacional de Café da Guatemala (Anacafé) juntamente com a associação de produtores de açúcar apresentaram uma solicitação formal aos negociadores da América Central para conseguir um tratamento preferencial e reduzir a 0% a tarifa para entrar na Europa. "O setor perseguirá uma redução tarifária para todas as apresentações de café, já que a UE tem um imposto consolidado de 0% para a importação de café verde não descafeinado, mas não para outros tipos", disse o presidente da Anacafé, Christian Rasch.