Mapa quer acabar com oligopólio da Bunge

Para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a multinacional Bunge montou um oligopólio no setor brasileiro de fertilizantes e vem sendo responsável pelos altos custos de produção de lavouras como soja e cana-de-açúcar. Com esse diagnóstico, o governo quer quebrar o suposto oligopólio. A Bunge nega a prática. No Brasil, as lavouras de soja (33%), milho (17%), cana-de-açúcar (15%), café (8%) e algodão herbáceo (5%) são as maiores consumidoras de fertilizantes, respondendo por 78% do consumo nacional.

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Para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a multinacional Bunge montou um oligopólio no setor brasileiro de fertilizantes e vem sendo responsável pelos altos custos de produção de lavouras como soja e cana-de-açúcar. Com esse diagnóstico, o governo quer quebrar o suposto oligopólio. A Bunge nega a prática.

A tendência de aumento das cotações e possível escassez de fertilizantes para importantes lavouras levaram o ministro Reinhold Stephanes a determinar a investigação.

Segundo o estudo, o oligopólio é composto também pelas multinacionais Mosaic e Yara, que influenciam o preço interno decidindo ora sobre a produção nacional, ora sobre o fornecimento internacional.

Segundo reportagem de Iuri Dantas, da Folha de S.Paulo, o problema se arrasta há anos sem uma fiscalização efetiva e as empresas misturadoras de adubo aguardam há 5 anos que o governo permita a compra de matéria-prima pelo mesmo preço das empresas do suposto oligopólio.

No Brasil, as lavouras de soja (33%), milho (17%), cana-de-açúcar (15%), café (8%) e algodão herbáceo (5%) são as maiores consumidoras de fertilizantes, respondendo por 78% do consumo nacional.

De acordo com o estudo da Agricultura, o suposto oligopólio teve início em 1992, quando a produção de matéria-prima foi privatizada. Até então, a Petrobras detinha o monopólio da produção nacional, por meio da Fosfértil e da Ultrafértil. As duas foram vendidas para uma única companhia, a Fertifós. A partir daí, a Bunge adquiriu o controle acionário da empresa comprando outras companhias menores. Hoje, a Bunge possui 52,31% da Fertifós e 58,62% da Fosfértil, de acordo com o estudo. A Yara (13,76%) e a Mosaic (23,98%) são minoritárias na Fosfértil, mas têm poder de veto.

Hoje, o Brasil importa cerca de 74% dos fertilizantes que usa. "Com a união da Bunge e da Fosfértil, a mesma empresa controla a matéria-prima e a indústria. Corre-se o risco de amanhã uma empresa conseguir controlar o mercado", avaliou o diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil, Carlos Eduardo Florence.
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Silvio Saraiva Sampaio
SILVIO SARAIVA SAMPAIO

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/02/2008

Isto é claro há alguns anos. É muito simples três grupos organizados vendendo para muitos sem organização e opção. Estava demorando para o Governo enxergar isto, precisamos nos organizar fortalecendo os Sindicatos Rurais, as Federações (Faemg) e a CNA para brigar por nós, tem produtor que ainda acha um absurdo para a Contribuição Sindical. Vamos refletir!