Não foi desta vez que os produtores venceram a queda-de-braço com o governo em relação à redução de custos do glifosato. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) publicou ontem (12) no Diário Oficial da União (DOU) circular em que mantém a medida antidumping contra o produto chinês, com alíquota de 35,8%.
Segundo analistas, o fato dos preços do glifosato na China terem mais que triplicado nos últimos 18 meses torna essa alíquota injustificável. Agora, o setor aguarda a publicação de uma resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que reduz esse percentual para algo entre 12% e 15%.
A principal beneficiada com a medida do governo é a multinacional Monsanto, principal fabricante do produto no país. O glifosato teve seus preços elevados em até 40%, dependendo da formulação, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).
Mas, nem mesmo com uma alíquota menor a importação do glifosato deve melhorar, de imediato, a situação das empresas que precisam importar o produto para formulá-lo localmente. "Com a alta nos preços chineses, o setor empata com essa redução da alíquota para 12%", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda), Túlio Teixeira de Oliveira, acreditando em efeitos a longo prazo.
De acordo com reportagem de Fabiana Batista, da Gazeta Mercantil, o aumento da demanda mundial pelo produto e o fechamento de muitas fábricas na China devido a pressões ambientais do governo fez o preço do quilo do glifosato chinês sair do patamar de US$ 3 em julho de 2006 para US$ 10,35 em janeiro deste ano.
Por isso, para o consultor da Allier Brasil Consulting, Flávio Hirata, a taxa não se justifica. "Mesmo valendo três vezes mais, o glifosato chinês ainda chega no Brasil mais barato que o produto nacional. Mas a diferença não é tão grande como antes e, em termos de mercado, de livre concorrência, essa medida não se justifica", avaliou.
Para ele, neste momento, uma alíquota de importação que traria concorrência mais igualitária ficaria entre 6% e 11%.
Governo mantém tarifa de 35,8% para glifosato chinês
Não foi desta vez que os produtores venceram a queda-de-braço com o governo em relação à redução de custos do glifosato. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) publicou ontem (12) no Diário Oficial da União (DOU) circular em que mantém a medida antidumping contra o produto chinês, com alíquota de 35,8%. Segundo analistas, o fato dos preços do glifosato na China terem mais que triplicado nos últimos 18 meses torna essa alíquota injustificável. Agora, o setor aguarda a publicação de uma resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que reduz esse percentual para algo entre 12% e 15%.
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