O café arábica, cultivado em terrenos mais altos em São Paulo e no sul de Minas Gerais, é uma das culturas nacionais mais sujeitas aos impactos do aquecimento global. A previsão é do climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), Carlos Nobre.
"Com 3 a 4 graus de aumento da temperatura média, o café arábica praticamente desaparece de São Paulo e do sul de Minas. Só algumas regiões serranas muito altas teriam clima adequado ao cultivo e a adaptação genética será muito difícil. O café teria que migrar para o sul do Brasil, da Argentina e do Uruguai", explicou.
Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Fábio Marinho, os estudos sobre o café estão em fase final e a perspectiva é mesmo de "redução drástica" da produção em São Paulo e em Minas Gerais.
O estudo foi realizado com 20 cooperativas de Minas Gerais e São Paulo, que reúnem 65 mil produtores e cultivam em torno de 40% da produção nacional.
Entretanto, a Embrapa, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já se dedicam a estudos no sentido de tornar as variedades agrícolas mais resistentes à temperatura e a períodos de seca, informou reportagem da Agência Brasil.
Aquecimento pode reduzir arábica em SP e sul de Minas
O café arábica, cultivado em terrenos mais altos em São Paulo e no sul de Minas Gerais, é uma das culturas nacionais mais sujeitas aos impactos do aquecimento global. A previsão é do climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), Carlos Nobre. "Com 3 a 4 graus de aumento da temperatura média, o café arábica praticamente desaparece de São Paulo e do sul de Minas. Só algumas regiões serranas muito altas teriam clima adequado ao cultivo e a adaptação genética será muito difícil. O café teria que migrar para o sul do Brasil, da Argentina e do Uruguai", explicou.
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