Safra brasileira de café 26/27 alcançará 77,2 milhões de sacas, estima StoneX

Consultoria também vê situação favorável para 2027/28, embora não dê estimativa

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Por Reuters

A safra de café do Brasil 2026/27 está estimada em 77,2 milhões de sacas pela StoneX. A previsão do recorde – um aumento de 2,6% ante a estimativa de março da consultoria – foi divulgada no fim da tarde desta quarta-feira (2).

A empresa também aposta numa situação favorável para o próximo ciclo (2027/28) até o momento – embora sem cravar um número –, graças às boas condições climáticas no período de enchimento dos grãos, que resultou em arábicas mais pesados e com bom rendimento para esta safra, segundo o técnico de pesquisa em inteligência de mercado da StoneX, João Pena, em apresentação online.

Com a revisão, a consultoria estima um crescimento de 23,9% da safra em comparação com o ciclo anterior, aumento este impulsionado pela alta produtividade dos arábicas – cuja safra esperada é de 51,8 milhões de sacas diante da expectativa anterior de 50,2 milhões pela StoneX. A safra de canéfora também aumentou, de 25,1 milhões de sacas previstas em março para atuais 25,4 milhões de sacas. 

Apesar do grande volume de arábica, as chuvas atrasaram a colheita e trouxeram preocupações sobre a qualidade, diz Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX. Segundo ele, produtores "bem remunerados" pelos altos preços nos últimos anos seguraram vendas, limitando a oferta e impactando os mercados globais. "O clima foi fator negativo para a qualidade, isso tem preocupado o mercado internacional", analisa Rossetti.

Safra 2027/28

As chuvas, influenciadas pelo El Niño, tem favorecido e até antecipado a florada dos arábicas para a próxima safra. Especialistas destacam que, nos últimos anos, regiões cafeeiras no Brasil praticamente não viram chuvas entre maio e julho, que atrasaram em agosto e setembro, diferentemente de agora. 

A boa umidade favoreceu o processo vegetativo da espécie, que de modo geral tem condições para entregar uma florada maior este mês. Se o clima continuar úmido em setembro, há espaço para o preço internacional do café ceder, acredita Rossetti. Mesmo assim, a safra 2027/28 depende ainda do clima durante o enchimento de grãos (janeiro e março), embora o Brasil já tenha registrado crescimento na produção em anos de El Niño. Esse potencial será reduzido, porém, se nos primeiros meses de 2027 houver seca com altas temperaturas. 

No caso do canéfora, já com registro de floradas, a próxima safra brasileira poderá ser igual ou maior do que o recorde de 2025/26, diz Pena. quanto ao arábica, cujo próximo ciclo é de baixa bienalidade, a diminuição da safra 2027/28 pode não ser acentuada, resultado de aumento do parque cafeeiro e renovação das lavouras.

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Equipe CaféPoint

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