Espaço Aberto

25/01/2011

Desafios da cafeicultura no marketing: Os Novos Cafés do Brasil

Foi consenso e continua sendo que a cafeicultura brasileira precisa de marketing eficiente para renovar sua imagem e se posicionar em novos mercados. Todos os esforços desenvolvidos neste sentido em 2010, como a participação em feiras internacionais e mesmo a grande ação realizada na Fórmula Indy, que com certeza ficará na história, foram importantes. Porém, o maior avanço dentro do marketing dos Cafés do Brasil no ano de 2010 foi a autorização da entrega do café brasileiro na Bolsa de Nova Iorque (ICE/NYBOT).

25/01/2011

A verdade morro abaixo: o Código Florestal e as enchentes no Rio de Janeiro

Não é o Código Florestal Brasileiro que guarda relação com os fatos ocorridos na Região Serrana do Rio de Janeiro, como faz acreditar a matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo. Lamentavelmente, a matéria se aproveita da tragédia para tentar criar dificuldades no aperfeiçoamento de uma legislação anacrônica, que coloca hoje na ilegalidade quase 100% das propriedades rurais do País, principalmente as pequenas, onde vivem e trabalham milhões de brasileiros. O tipo de denúncia promovido por certos consultores e organizações não governamentais e acolhidos por jornalistas desavisados transforma-se em macarthismo ambiental, à semelhança da campanha contra os comunistas promovida pelo senador Joseph McCarthy nos anos 50, nos Estados Unidos, cuja ação dispensava qualquer tipo de prova ou verificação.

21/12/2010

Uma oportunidade única para o Brasil

Escrevi no início de junho passado que os preços do café subiriam quando os números atuais e futuros da safra brasileira viessem à tona. Preços mais elevados seriam certamente a única forma de seduzir o maior produtor de Arábica do mundo a aumentar sua produção para suprir a lacuna que se tornava evidente dia após dia. Os desafios são enormes, as ferramentas estão disponíveis e os excelentes preços de café criam as condições para sua utilização. A questão é se os lucros presentes e futuros, até que os preços caiam novamente, serão suficientes para compensar a descapitalização e, também, se e como o setor cafeeiro e o governo irão em conjunto planejar e implementar políticas para apoiar os cafeicultores e possibilitar a próxima "virada".

10/12/2010

Brasil: a hora e a vez do consumo

Desde a virada do milênio, o centro de gravidade do crescimento mundial vem saindo dos Estados Unidos e Europa e indo em direção à Ásia e aos mercados emergentes. A crise financeira global intensificará esta tendência na próxima década. Esta transformação alçou o Brasil a uma posição de liderança global em razão de um forte crescimento na demanda de produtos em que somos muito competitivos, em particular no agronegócio, e um aumento significativo da renda e da oferta de crédito no país. Já em 2010, o crescimento do PIB será o mais elevado dos últimos 25 anos. Na próxima década, este processo criará as melhores oportunidades de negócios de toda nossa história em vários setores à medida que o consumo doméstico crescerá de forma sustentada no ritmo mais acelerado já verificado no país.

18/11/2010

A OIC e o Acordo Internacional do Café são dispensáveis?

A existência da OIC provoca, no mínimo, dois questionamentos importantes. O primeiro deles decorre de ser ela um arranjo único no mercado mundial. Criada em 1963, quando então se acreditava possível, e desejável, exercer a governança de mercado via uma instituição que organizasse os interesses dos diversos segmentos por meio de acordos multilaterais, a OIC navegou, até o início dos anos 80, em confortável ambiente onde o intervencionismo estatal era a tônica entre os países membros.

25/10/2010

Festa francesa, café brasileiro

Uma das questões mais debatidas para a inserção internacional do agronegócio brasileiro é a agregação de valor. Entre outras formas de acesso a mercados, está o de nichos especiais: gente inteligente e operosa encontra áreas pouco exploradas que podem representar ganhos muito interessantes. Quem for a Paris neste mês, por exemplo, vai encontrar muito mais do que manifestações e protestos e se surpreenderá com uma festa regada a café brasileiro.

02/09/2010

Quantas vozes temos na cafeicultura?

Vontade de falar, vontade de se manifestar, necessidade de posicionar seu pensamento, necessidade de defender seus interesses, sejam coletivos ou individuais. Não seria interessante olharmos para outras cadeias e nos espelharmos em como eles vem realizando e organizando o supracitado? O tal do benchmark. É fato que, pensando e refletindo juntos podemos chegar a várias conclusões, podemos promover um melhor dialogo entre o setor, podemos desmistificar várias questões, entre outros.

26/08/2010

Carta sobre o cenário de abastecimento mundial atual de café

É com dificuldade e certa apreensão que escrevemos esta carta em 2010. Temos acompanhado o mercado desde 2004, com estudos macroeconômicos e ferramentas de avaliação futura das disponibilidades, e desde 2008 ficava claro que o mercado entraria numa nova onda de risco elevado. Até maio deste ano, poucas pessoas se mostravam preocupadas com a questão. Mas, com os preços atuais que deverão flutuar em patamares elevados, temos muito a refletir para poder construir um modelo novo de mercado e não quebrar essa importantíssima cadeia de produção, que também é a mais antiga e internacionalizada do planeta.

17/08/2010

Refém da droga

A recente decisão da Bolsa de Nova York (ICE Futures US Inc.), em maio passado, de retomar o exame sobre a inclusão do despolpado brasileiro no Contrato "C", suscitou mais uma vez forte reação de entidades de países como Colômbia, México e Guatemala sob o costumeiro argumento de que o Brasil, uma vez incluído no contrato, se tornaria um grande produtor desses cafés, o que acarretaria em queda dos preços negociados na Bolsa. Devido a isso, segundo essas entidades, os seus pequenos produtores seriam levados à ruína e, consequentemente, conduzidos ao cultivo de drogas.

12/08/2010

As indicações geográficas como estratégia de marketing no agronegócio café

Uma forma importante de apresentar as qualidades de determinado café aos consumidores é associar seus atributos à origem. Uma origem que possua atributos de qualidade diferenciados pode ser facilmente identificada pelos consumidores nas gôndolas dos supermercados, inclusive, podendo desempenhar o papel de uma marca. No entanto, existe uma enorme diferença entre uma marca de uma empresa e uma indicação geográfica.

12/08/2010

O novo Código Florestal

É preciso defender a preservação. O desmatamento zero. A biodiversidade. E isso está garantido no relatório apresentado pela Comissão Especial do Código Florestal. Mas não se pode aceitar que pessoas que não conhecem a realidade da vida no campo, a luta da produção, por mais bem intencionadas que possam ser, estabeleçam, de modo voluntarista, limites que oneram um setor produtivo que já enfrenta dificuldades para continuar a garantir alimento ao povo brasileiro.

03/08/2010

Mudanças no comportamento do consumidor e da cadeia cafeeira como um todo na escolha por produtos diferenciados

Peço licença a todos para iniciar este texto com alguns "jargões" da cafeicultura nacional: o Brasil é o maior produtor mundial de café, também é o maior exportador e o segundo maior consumidor mundial da bebida. É impossível falarmos de café sem considerarmos todas estas verdades no decorrer da leitura. A cadeia cafeeira nacional está se desenvolvendo e em busca de melhorias continuamente. Por outro lado, surgem os consumidores exigentes, conscientes e sustentáveis buscando cada vez mais produtos diferenciados.

06/07/2010

O que é melhor para a defesa do meio ambiente?

No texto ABC ambiental, apresentou-se o plano do governo de incentivo às técnicas conservacionistas. Mostrou-se que uma política ambiental eficiente não deve ser embasada apenas no método comando e controle, em que o agente público age basicamente editando normas e promovendo o poder de polícia. Apontamos a tributação como método que poderia ser aplicado em prol do meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar benefícios aos protetores dele. Mas o que é melhor para a defesa do meio ambiente nesse aspecto? Deve o governo isentar, diminuir carga tributária ou cobrar taxas de quem polui e repassar a quem protege?

16/06/2010

ABC ambiental: nova abordagem para proteção do meio ambiente

O MAPA lançou no dia 7 de junho o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) para financiar práticas que reduzam a emissão dos gases do efeito estufa. A iniciativa prevê a aplicação de R$ 2 bi em técnicas que garantem eficiência no campo, com balanço positivo entre sequestro e emissão de dióxido de carbono. O ABC vai garantir recursos a agricultores e cooperativas, com limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário, taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso de 12 anos.

15/06/2010

Triste peleja

Bandidos contra mocinhos funciona bem no cinema, não na roça. Nessa matéria, que importa ao futuro da sociedade, não pode haver vencedores nem vencidos. Será imperdoável votar uma proposta de modificação do Código Florestal que derrote o ambientalismo, por mais estranhas que sejam certas posições dentro dele. Por outro lado, se o ruralismo perder para a ingenuidade verde, melhor seria decretar o fim da agricultura. Ninguém sabe, assim procedendo, como viveriam os seres humanos.

08/06/2010

A agricultura e o Código Florestal

Formada por milhares de normas e decretos que modificam e mutilam o Código Florestal Brasileiro, a legislação ambiental e florestal tornou-se um pesadelo para milhões de agricultores. A barafunda de dispositivos afeta desde os assentados pela reforma agrária até os grandes empreendimentos da agricultura e da pecuária, vitais para o abastecimento da população, para as exportações e para a indústria. O objetivo central do novo Código Florestal é deixar o agricultor trabalhar em paz e em harmonia com o meio ambiente. O Brasil precisa muito disso.