Em diversas regiões, precipitações aconteceram nos últimos dias de julho, quando os trabalhos de colheita se aproximam do fim e a varrição ganha importância. Com isso, grãos que já poderiam estar no chão desde o início do mês ficaram expostos à umidade por mais tempo, prejudicando a qualidade da bebida.
O Cepea ressalta, porém, que a dimensão desses prejuízos ainda depende da avaliação dos lotes nas etapas de beneficiamento, prova e comercialização.
Embora a colheita siga em ritmo satisfatório em regiões como o Cerrado Mineiro, as chuvas dos dias 24 e 25 de julho ligaram um sinal de alerta para a qualidade da safra. Em boletim semanal divulgado na terça-feira (28), a Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado) informou que as precipitações interromperam temporariamente os trabalhos no campo e prejudicaram a secagem dos cafés. A expectativa é de retomada das operações com o retorno do tempo seco, mas os efeitos da umidade sobre a qualidade dos grãos ainda serão avaliados.