Giro de Notícias

04/03/2008

Ximenes critica política do governo para o setor

O cafeicultor Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), disse em palestra no 9º Agrocafé que "o setor ainda está na idade da pedra. Se tiver duas cooperativas exportando em todo país é muito". "Em minha opinião, deveríamos mover uma ação contra o governo federal, que colocou os estoques à venda por US$ 30,00 a saca, zerando os estoques", diz indignado. "O café é um negócio essencialmente dolarizado. Com essa mal fadada política cambial, vamos buscar renda onde? Se não tivermos uma política bem feita para conseguirmos subsídios, correremos até o risco de ter que parar de produzir café".<br>

04/03/2008

Bahia: benefícios com aumento da demanda por café

A alta do preço da saca nos últimos anos, que saltou de U$ 80 em 2004 para U$ 150 em 2008, não resultou nos lucros previstos, segundo Sílvio Leite, presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé). "A provável rentabilidade foi anulada pela desvalorização do dólar e pelo aumento dos preços dos defensivos e fertilizantes, da energia, do óleo diesel e da mão-de-obra", disse. Mas outros fatores recentes, aliados à manutenção de alta dos preços internacionais, podem contribuir para um novo cenário. "O mercado internacional, que hoje é de 120 milhões de sacas, cresce a 2% ao ano, o que representa a necessidade de mais 2,4 milhões de sacas e o Brasil, especialmente a Bahia, pode se preparar para atender a esta demanda", avalia Leite.<br>

04/03/2008

Solúvel: agregar valor é caminho para competitividade

Mauro Malta, presidente da Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), chamou a atenção para o fato de que o Brasil vem perdendo competitividade frente a outros países exportadores de café que mantém legislações menos rígidas no campo ambiental e trabalhista. "A solução para reverter este quadro é agregar valor. Quanto mais tecnologia se utiliza para a produção de um bem, maior será o seu valor e maior será o número de pessoas empregadas na geração de renda", detalhou. Ele cita a marca de café solúvel lançada recentemente no Brasil pela multinacional Nestlé. "O Nespresso não é vendido em supermercados. A empresa fez isso para fugir dos supermercadistas, que sempre exigem preços mais baixos".

04/03/2008

Hafers: preços fogem da lei de oferta e procura

Luiz Hafers, em palestra no 9º Agrocafé, falou que está preocupado com a situação em que o setor cafeeiro se encontra. "Esperançosos porque temos confiança em nós, nas nossas lideranças, no negócio do café e principalmente no Brasil. Estamos em uma situação muito difícil; primeiro porque ninguém acredita que nós não ganhamos dinheiro nestes últimos quatro anos, não acreditam que aumentamos a produtividade com o dinheiro que não tínhamos ou que nos emprestaram a juros obscenos. Não acreditam na dificuldade que estamos passando", enfatiza. "Nós estamos em uma mudança mundial, mudam os parâmetros, mudam as normas. Os preços não estão mais feitos por oferta e procura como disseram os economistas. Eles são feitos por intervenções", disse.<br>

04/03/2008

Dólar: produtor deve se prevenir, não se preocupar

O economista Fábio Knijnik, do banco Espírito Santo, afirma que o produtor não deve se preocupar com um cenário onde o dólar deve flutuar entre R$ 1,75 a R$ 1,80. Uma das maneiras de se lidar com os riscos cambiais, segundo Knijnik, é buscar a proteção dos instrumentos derivativos do mercado financeiro. "Não pensar nisto é uma atitude de especulação. Câmbio é algo extremamente importante, mas muito difícil de prever. Vale a pena pensar no assunto para se proteger", adverte o economista.

04/03/2008

IEA: maior comércio de café com títulos financeiros

Pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, constataram em estudo que é cada vez maior a utilização de títulos financeiros (Cédula do Produtor Rural, venda antecipada com ou sem opção e leilão e contrato futuro na BM&F) na comercialização de café por parte dos produtores paulistas. Conforme os pesquisadores Celso Luis Vegro, Carlos Nabil Ghobril, Vera Lúcia Francisco e Maria Carlota Vicente, do IEA, a utilização de títulos financeiros aumentou 92% na safra 2005/06, em relação à safra anterior. Assim, a participação porcentual dos títulos financeiros na produção comercializada passou de 2,5% para 4,8%.

04/03/2008

SP: 65% do consumo de café é feito fora de casa

Segundo o pesquisador do IEA, Celso Vegro, houve uma evolução do mercado de café e nos últimos dez anos o consumo passou por um processo de modernização, com os consumidores tornando-se muito mais exigentes quanto à qualidade do produto. De acordo com Vegro, o paulistano bebe, por dia, 25 milhões de xícaras de café fora de casa e cerca de 37 milhões de xícaras dentro de casa. É o maior consumo per capita do Brasil e, provavelmente, do mundo. A estatística aponta também que 85% dos paulistanos tomam café e 65% o fazem fora de casa, em bares, restaurantes e no trabalho. "São Paulo é a maior cidade consumidora de café do mundo", disse.

03/03/2008

Etiópia deve aumentar exportações de café neste ano

O maior exportador de café da África, Etiópia, está planejando aumentar suas exportações de café neste ano, informou o Ministério da Agricultura do país. De acordo com reportagem do Sudan Tribune, o oficial de promoção das exportações do Ministério, Solomon Tilahun, disse que o país exportará 220 mil toneladas (3,6 milhões de sacas de 60 quilos) de café no ano que termina em 30 de junho de 2008. "Em cinco anos, planejamos aumentar a produção de café em 15%". A Etiópia também está planejando estimular a participação estrangeira na indústria para ajudar a expandir a produção e impulsionar seu rendimento. O café da Etiópia é responsável por mais de 60% do valor obtido com exportações da nação.

03/03/2008

ABIC: brasileiro consumiu 4,74% mais café em 2007

O consumo interno brasileiro de café continua crescendo de forma acentuada. No período compreendido entre novembro de 2006 e outubro de 2007, a ABIC registrou o consumo de 17,1 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 4,74% em relação ao período anterior correspondente (nov/05 a out/06), quando a demanda apurada havia sido de 16,3 milhões de sacas. Já o consumo per capita foi de 5,53 kg de café em grão cru ou 4,42 kg de café torrado, quase 74 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 3,5% em relação ao período anterior (contra 4,5% na última apuração), o que confirma a constatação da pesquisa Interscience, de que os consumidores estão consumindo mais xícaras de café por dia.

03/03/2008

MG: cooperativas economizam em compra conjunta

Unidos, os cafeicultores mineiros conseguiram reduzir os preços de insumos nos dois últimos anos. O bom resultado nas negociações com os fornecedores vem sendo obtido por meio da Central de Negócios da Cooperativa Central dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Minas Gerais (Coccamig). Das 19 cooperativas ligadas à entidade, 14 já participam da central. "Temos conseguido boas condições de compra e descontos para o sistema. Isso contribui para melhorar os custos de produção dos cafeicultores", destacou o presidente da Coccamig, José Edgard Paiva. Em janeiro deste ano a central fechou a primeira compra conjunta. "O preço de tabela para a compra de cinco itens era de R$ 460 mil. Pagamos R$ 396 mil pelos produtos: uma economia em torno de 15%", confirmou o engenheiro agrônomo da Coccamig, Rafael Siqueira Lopes.

03/03/2008

Starbucks expande lojas no México

A Starbucks abrirá novas lojas no México neste ano, de acordo com a empresa parceira da rede norte-americana no mercado mexicano, Alsea, como parte de um plano de expansão no exterior que poderá compensar a redução nas vendas no mercado supersaturado dos Estados Unidos. A empresa mexicana Alsea abriu 201 lojas da Starbucks desde que a marca entrou no México há cinco anos e novas lojas estão surgindo no país a uma das mais rápidas taxas do mundo. A Alsea, que também opera os restaurantes Domino´s Pizza e Burger King, abrirá pelo menos 80 novas lojas da Starbucks em 2008 e quer manter este ritmo durante os próximos cinco anos à medida que a classe média mexicana cresce e assume a tendência dos EUA de beber café.

03/03/2008

Embaixador diz que cafeicultor deve focar nos custos

Para o embaixador Rubens Barbosa, que durante cinco anos foi presidente da APPC - Associação dos Países Produtores de Café (1994-1999), em Londres, a atual crise financeira mundial, gerada há cerca de dois anos pela 'bolha' imobiliária nos Estados Unidos, gerou uma desaceleração da economia, e não uma recessão. Para Barbosa, o grande desafio do cafeicultor é manter a venda estável, as vantagens competitivas, e focar mais os custos do que os preços. Ele lembrou diversas conquistas dos produtores e da cadeia café nos últimos anos, citando entre os exemplos o fato do produtor brasileiro ter criado condições para capturar uma grande parte, cerca de 90%, do preço FOB das exportações.<br>

03/03/2008

Afinal: Blend ou Origem Única (Single Origin)?

Um bom "Blend" deve começar por um bom café de base, ou seja, aquele que será utilizado em maior escala e que, devido à sua estrutura sensorial, permite ressaltar características dos cafés de outras origens. A ele normalmente é combinado uma origem que servirá para se ajustar a acidez final da bebida e uma outra que dará, digamos, o toque final de aroma e sabor que distinguirá esse novo "blend" de outros. O café brasileiro, devido à sua característica geral neutra, principalmente no caso de qualidade mediana, com baixa acidez inclusive, é o café mais empregado como essa base. Lembre-se, grandes carros possuem excelentes chassis, e essa regra se repete na indústria do café. O café da Colômbia ou do Kenya são os mais empregados para o ajuste de acidez. Os cafés da América Central e africanos como os da Ethiopia são cafés para o toque de finalização.

03/03/2008

Carvalhaes: compradores não mudam suas ofertas

"A forte e persistente desvalorização do dólar em todos os mercados - o Euro fechou dia 28 a US$ 1,5197 -, a inflação americana e os baixos juros pagos pelos títulos do Tesouro dos EUA estão levando os fundos, para protegerem seus patrimônios, a procurarem abrigo mais seguro em ativos reais. As commodities, entre elas o café, são um dos alvos desta busca", ressaltou o Escritório Carvalhaes. Esta semana, apesar das fortes altas das bolsas de futuros, os preços no mercado físico brasileiro permaneceram estáveis. Surpreendidos pelas rápidas mudanças na economia mundial, os compradores mantiveram suas ofertas nos mesmos níveis da semana anterior, acreditando que a alta não se sustenta.

29/02/2008

PR: FAEP quer solução para dívidas dos cafeicultores

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná - FAEP, Ágide Meneguette, encaminhou ofício aos ministérios da Agricultura e da Fazenda pedindo uma solução para as dívidas dos cafeicultores. No documento, Meneguette cobra do governo a inclusão nas prorrogações das parcelas de financiamento de custeios do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) vencidas em 2007, a repactuação das linhas de CPR (Cédula de Produto Rural) e alteração nas condições de pagamento das dívidas do Funcafé alongadas. Veja a íntegra do documento.

29/02/2008

Como será a previsão de geadas para os próximos 6 meses?

As chuvas em São João, no sul do Paraná, região de Pato Branco, têm sido regulares. Não há o que reclamar. Com exceção de uma propriedade ou outra, o mês de fevereiro fechará com precipitações dentro da normalidade. E na primeira quinzena de março, há previsão de chuvas acumulando algo em torno dos 60mm. Entretanto, chamo a atenção para a diminuição das precipitações e entrada de frio precoce a partir de abril.