Custo do café na cesta básica aumenta em 11 capitais

O custo do conjunto de itens de alimentação que compõem a cesta básica apresentou, em fevereiro, predominância de queda entre as 16 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Dentre as capitais pesquisadas, apenas 5 apresentaram queda nos preços do café (600g), comparando fev/08 a fev/07, quais sejam, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES e Curitiba/PR. No entanto, é interessante observar no caso do café, que na maioria das capitais - 13 no total -, é necessário menos tempo de trabalho para se comprar a mesma quantidade do produto.

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O custo do conjunto de itens de alimentação que compõem a cesta básica apresentou, em fevereiro, predominância de queda entre as 16 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Cinco capitais mantiveram comportamento altista, sendo quatro cidades do Nordeste - João Pessoa (6,31%), Fortaleza (4,40%), Recife (3,07%), Natal (2,73%) - e mais Porto Alegre (0,18%). Dentre as 11 localidades onde houve queda, os destaques foram Goiânia (-5,16%), Belo Horizonte (-4,78%) e Salvador (-3,03%).

A capital paulista voltou a registrar o maior custo para a cesta básica, apesar de seu
preço haver caído 1,26%, em fevereiro, Assim, em São Paulo, os gêneros alimentícios essenciais custaram R$ 226,20, mantendo ainda uma grande distância em relação à capital com o segundo valor mais elevado, posto que voltou a ser ocupado por Porto Alegre (R$ 214,65). Em Brasília, os gêneros alimentícios essenciais custaram R$ 208,74 e em Belo Horizonte, R$ 206,42. Aracaju foi a capital que registrou o menor valor para os produtos essenciais (R$ 165,35).

Com base no valor apurado para a cesta, em São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Como na capital paulista o custo da cesta caiu, em fevereiro, este piso deveria corresponder a R$ 1.900,31 (5,0 vezes o mínimo de R$ 380,00), enquanto em janeiro o valor era ligeiramente maior: R$ 1.924,59, ou seja, 5,06 vezes o valor do salário mínimo vigente.

Variações acumuladas

Nos dois primeiros meses de 2008, duas capitais registram variação acumulada negativa para o valor da cesta básica: Aracaju (-3,39%) e Goiânia (-2,26%). A maior alta, nestes dois meses verificou-se em Recife (10,69%), seguida de João Pessoa (9,54%), Fortaleza (8,58%) e Brasília (8,03%).

Em doze meses, ou seja, de março de 2007 a fevereiro último, a elevação verificada no preço da cesta básica mantém-se acima de 20,0% em quatro capitais: São Paulo (21,64%), Natal (21,21%) e Fortaleza (20,30%) e João Pessoa (20,02%). Belo Horizonte (11,36%), Florianópolis (12,87%) e Curitiba (13,39%) apresentam as menores variações acumuladas em um ano.

Jornada de trabalho

Com a predominância de queda no custo da cesta básica, em fevereiro, houve pequena redução no tempo de trabalho necessário para a aquisição dos gêneros alimentícios essenciais. Assim, se em janeiro, na média das 16 capitais o trabalhador que ganha salário mínimo precisava cumprir uma jornada de 110 horas e 46 minutos para adquirir os produtos que compõem a cesta básica, em fevereiro passaram a ser exigidas 110 horas 18 minutos.

Em fevereiro de 2007, a jornada ficava em 102 horas e 37 minutos. A mesma análise pode ser realizada considerando o percentual do rendimento líquido comprometido com a compra dos produtos essenciais, ou seja, após a dedução da parcela referente à Previdência Social. A compra dos produtos básicos comprometeu, em fevereiro, 54,50% do rendimento líquido do trabalhador que ganha salário mínimo. Em janeiro último eram necessários 54,73%. Há um ano, o comprometimento era de 50,51%.

Comportamento dos preços para o café

Dentre as 16 capitais pesquisadas, apenas 5 apresentaram queda nos preços do café (600g), comparando fev/08 a fev/07, quais sejam, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES e Curitiba/PR. No entanto, é interessante observar no caso do café, que na maioria das capitais - 13 no total -, é necessário menos tempo de trabalho para se comprar a mesma quantidade do produto.

Tabela: Valor pago e tempo de trabalho - em relação ao salário mínimo - para se comprar 600g de café

Figura 1

As informações são do Dieese.
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