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Cafeicultores não aprovam importação do café verde do Vietnã

Por Equipe CaféPoint (CaféPoint)
postado em 11/05/2017

4 comentários
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Por Camila Cechinel

Como se não bastasse os preços mínimos do café estarem aborrecendo os cafeicultores do país, uma vez que os novos valores ficaram abaixo do custo de produção, não remunerando a atividade, agora o setor vem se chateando ainda mais com a liberação do governo brasileiro para importação do café verde do Vietnã, por meio do regime de drawback, mecanismo que permite que a importação geral não pague tarifas desde que o produto seja exportado. 

Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
                                     Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora

Para o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas (FAEMG), Breno Mesquita, a licença é uma brincadeira de mau gosto para a cadeia produtiva, já que o Brasil tem café suficiente para abastecer o mercado.

“A indústria já havia pedido a liberação da importação do café e o setor produtivo mostrou que está apto para abastecê-la. Os principais estados produtores de café robusta, inclusive, já iniciaram a colheita", disse ele, se referindo aos estados de Rondônia, Bahia e Espírito Santo.No mês passado, os preços mínimos de café arábica e robusta para a safra 2017/2018 ficaram, respectivamente, em R$ 333,03 e R$223,59, um aumento de 0,84% e 7,40%, nesta ordem. De acordo com Mesquita, esses valores não condizem com a realidade do custo de produção e precisarão ser revistos. 

"Todos os anos a Universidade Federal de Lavras (UFLA) faz o levantamento dos gastos e os dados não estão batendo com os da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É algo que desmotiva os cafeicultores, que investem seriamente na atividade". 

O preço mínimo é referência para políticas públicas e serve de parâmetro na hora de resolver qualquer problema relacionado à produção. Para o diretor, não há como especular um valor que seria adequado a questão, já que é necessário compilar diversas informações, mas o que se exige é que haja um reflexo verdadeiro do que acontece no campo. 

“Quando a UFLA validar a pesquisa que está sendo feita, pediremos ao governo a revisão dos valores. Queremos fazer isso ainda esse ano, porque os valores atuais podem ser muito ruins ao mercado”, conta.









 

 

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Comentários

Silvio Benetti

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Comércio de café (B2B)
postado em 12/05/2017

Meu caro Sr. Breno Mesquita, 
Alerto a todos os que pensam como o senhor, que esta atitude de fechar portos para importação de café esta parada no século XX, onde se procurava proteger o mercado brasileiro de consumo. Coisa que não deu certo, pois nos dias de hoje este mercado esta praticamente nas mão de indústrias estrangeiras com 65% do total consumido por nós.
Por favor, procure saber as razões desta trágica verdade...
Com isso, a indústria aqui instalada, ainda com algumas poucas nacionais, não se tem muita chance de exportação, justamente porque não podem importar cafés de outras origens, necessários para a confecção dos blends exigidos por clientes ao redor do mundo.
Não tão modernamente, uma maneira de se medir valores nacionais através da exportação é feita por valor de tonelada exportada de qualquer produto. Isto traduz, de certa forma o quanto de conhecimento, mão de obra, energia elétrica, combustível, logística e matéria-prima esta se exportando. Pois bem, excessão a eletrônicos e serviços, metais preciosos e gemas, cafés torrado e moído em escala estariam entre produtos mais aquinhoados.
A Alemanha não tem um só pé de café, mas exporta 2/3 do que compra de todas as origens e é o segundo maior comprador de café do mundo. Alguém pode me dizer o por quê?
Resposta: TEM SEUS PORTOS ABERTOS.
Vamos pensar de acordo com os novos tempos: temos o maior parque cafeeiro do mundo, portanto somos os campeões mundiais na produção e exportação. Somos o segundo mercado consumidor do produto no mundo e a Embrapa já chegou aos melhores e mais produtivos cultivares de que se tem noticia. Aqui dentro do país, onde os cultivares antigos estão sendo substituídos rapidamente por estes novos com alto grau de autoproteção contra pragas e entempéries, temos o maior parque industrial fornecedor de máquinas e equipamentos para indústria de café torrado e moído, ter medo de que? Pra quê esta proteção de não se importar? Coisa mixuruca, além de que a notícia da confirmação de o Brasil importar café é altamente positiva para os preços, confirma alguma falta de café no país, maior produtor do mundo!!! 
O que se esta esperando para abrir estes portos e brigarmos mundialmente neste mercado aberto e sem restrições criadas nos séculos XIZ e XX?  
GOVERNO, ENTIDADES, CAFEICULTORES E INDÚSTRIAIS, PAREM DE NHE NHE NHEM E VAMOS AO QUE INTERESSA.: MAIOR VALOR AO CAFÉ BRASILEIRO NA EXPORTAÇÃO. Produtores, com exportação de produto acabado vocês estarão aumentando a concorrência para seus cafés. Mais concorrência, preços mais equilibrados e melhores. Capiche????
Silvio Benetti 
Corretor de Cafe

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 15/05/2017

Só que o sistema que eles estão querendo usar é o Drawback, isso é, importar café de outros países e industrializá-los para depois exportá-los sem usar um único grão do café brasileiro. E aí o que será dos produtores? Será isso que a indústria quer, transformar nosso país em uma Alemanha que não produz nenhuma saca de café?

Silvio Benetti

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Comércio de café (B2B)
postado em 16/05/2017

Meu caro Carlos Alberto, acho que não me fiz entender.
Não estou falando de importar café em sistema de drawback, estou falando de importar cafe livremente, sem restrições, única maneira de se ter um mercado chamado livre.
Você acredita que alguma corporação estaria disposta a uma besteira de importar café da África ou Indonésia para um lugar tão longe como o Brasil para depois exportar 100% destes cafés para os grandes centros consumidores (USA,Europa e Japão) novamente bastante longe?Pergunt: onde encontrar consumidor disposto a paga por este "turismo" que estes cafés estariam empreendendo?
Agora, se pensarmos que estes cafés importados serão somente PARCELA dos cafés torrados e moídos que exportaremos, atendendo aos blends de consumidores mundo afora, exportando junto todos os insumos ai necessários para a industrialização, estaremos adicionando valores de uma sociedade industrial, portanto, mais compatível ao século XXI.
Finalizando, esta será a única maneira de trazer o CAFÉ para o estágio secundário, saindo do estágio primário da ecônomia que é o de produtos "in natura" oferecidos pela lavoura.
Lembre-se, agregando valor dentro de nosso país, os empregos ficam aqui e não mundo afora, principalmente em produto que usam  baixa tecnologia. Não tenha medo, meu amigo, este caminho aumenta o número de compradores, mais concorrência, mais preço e estabilidade, condição sine qua non para segurança em reinvestimentos e progresso.
Grande abraço!
Silvio Benetti
Corretor de café.

Renato Monteiro

Rio Bananal - Espírito Santo - Produção de café
postado em 18/08/2017

Mas e se o café vindo de fora derrubar o preço do nosso café brasileiro? Como vamos continuar mantendo nossas lavouras e mão-de-obra?Talvez seria melhor se tivéssemos menos carga tributária em cima de um produto nacional para agregar valor e ao mesmo tempo rentabilidade ao produto. Faça a conta de quanto custa para produzir uma saca de café, sabendo que produzimos uma vez por ano. 

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