União Européia quer retomar negociações com o Mercosul
O Parlamento Europeu aprovou uma resolução pedindo a retomada imediata do processo para concluir um acordo de livre comércio entre a Europa e o Mercosul. O documento, porém, critica a "oscilação política" na América do Sul e indica a necessidade de ampliar o acordo para que se construa uma cooperação política que garanta a democracia.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
Segundo o deputado responsável pelo relatório sobre o Mercosul, Daniel Varela Suanzes, europeus e sul-americanos perderiam por ano 3,7 bilhões sem um acordo e, portanto, a formação do novo bloco deve ser uma prioridade da política externa de Bruxelas.
Os dois blocos voltam a se reunir no início de novembro, no Rio de Janeiro e, da parte do Mercosul, os diplomatas estudam formas de garantir uma proposta mais atraente para os europeus, com o objetivo de que Bruxelas aceite a abertura de mercado para bens agrícolas.
A resolução vai além e pede que, uma vez negociado o acordo, os dois blocos estudem a criação de uma associação. O entendimento incluiria um capítulo político para fortalecer o diálogo democrático, a luta contra pobreza e a proteção ambiental. O objetivo seria o de lidar com alguns obstáculos que continuam afetando as empresas européias. Um deles seria a volatilidade das moedas sul-americanas, além da forte dependência da região em relação ao dólar.
As informações são do Estadão/Agronegócios.
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!
LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 13/10/2006
Gosto da idéia de estabelecimento de parcerias, criada inclusive por meio de um novo bloco econômico. Nesse sentido, os benefícios, principalmente do ponto de vista tecnológico e educacional são evidentes, pela possibilidade de trânsito livre de pessoas nos países que compõem tal aglomeração econômica. Contudo, creio que por outro lado, perde-se um pouco a possibilidade de construção de uma identidade própria, que fortaleça os países que compõem o Mercosul e as demais nações sul-americanas.
A questão, sob meu ponto de vista, não é o da preservação ambiental, nem tampouco preservação dos Estados no contexto democrático e redução da pobreza. A questão aqui é a de garantia de fragmentos mundiais, que mantenham regiões livres dos Estados Unidos, que querem fazer dos países latino-americanos, o seu quintal, com a proposta aviltante da ALCA.
Essa parceria garante também mercados consumidores emergentes e mão-de-obra barata para indústrias européias sem condições de expansão de seus negócios em mercados consumidores estagnados pela taxa decrescente de natalidade. Além disso, como o Brasil lidera as conversações sobre a quebra dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos e tem a maior reserva de água doce do mundo, tenho dúvidas se tal parceria não significa, no médio prazo, um processo de cooptação sutil.