De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), os embarques, no mês, foram ligeiramente prejudicados pelos congestionamentos e atrasos de navios, ocorridos no Porto de Santos, e pela falta de contêineres, nos Portos de Vitória e do Rio.
Foram exportadas 192.640 sacas de café conilon, em setembro, volume apenas 3,1% maior que o verificado em agosto. Ao que tudo indica, não ocorreu o aumento da liquidez do conilon brasileiro no mercado internacional, previsto, quando as cotações do produto na bolsa de Londres (LIFFE) ultrapassaram 1300 dólares por tonelada, ainda em agosto. Caso as expectativas tivessem se confirmado, o suprimento deste café para as indústrias brasileiras poderia ter sido bastante dificultado.
De janeiro a setembro, a receita com as exportações foi US$ 90 milhões (4,2%) maior do que a observada em 2005, totalizando US$ 2,234 bilhões. No entanto, o volume, no período, de 18,725 milhões de sacas, ainda foi 3,8% menor que no ano passado.
A queda no volume total foi gerada pela redução de 1,1% na exportação de arábica - de 15,989 milhões de sacas para 15,819 milhões; pela diminuição de 10,9% nas vendas de conilon - de 875.974 sacas para 780.859 sacas e por um equivalente de café solúvel 18,1% menor - 2,125 milhões de sacas contra 2,594 milhões.
A Alemanha segue como o principal destino das exportações brasileiras de café verde, seguida por Estados Unidos e Itália (tabela 1).

Fonte: CeCafé
Tabela 1 - Exportações brasileiras de café verde, principais mercados (acumulado de Janeiro a Setembro - Volume em Sacas de 60kg).
Os preços médios do café exportado, em setembro, foram de 120,27 dólares por saca para o arábica e de 81,29 para o conilon, correspondendo, respectivamente, a R$ 260,73 e R$ 176,22, pelo dólar médio (PTAX compra) do mês. Para o torrado, o preço médio foi de US$ 230,50 (R$ 499,70) e, para o solúvel, de US$ 117,32 (R$ 254,35).
Fonte: Equipe CaféPoint, com informações do CeCafé