A produção brasileira de café na safra 2017/2018, que começa em julho, deve chegar a 52,1 milhões de sacas de 60 quilos. Confirmada a expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório produzido por representantes do órgão no país, o volume corresponderá a uma queda de aproximadamente 7% (4 milhões de sacas) em comparação com o período anterior.
Foto: Érico Hiller/ Café Editora
A diminuição no volume total é consequência da bienalidade negativa das lavouras de café arábica, quando a colheita é habitualmente menor. No ciclo atual, a espécie deve atingir 40,5 milhões de sacas, 11% a menos em relação a safra 2016/2017. No entanto, "o florescimento adequado e as boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras devem contribuir para os bons rendimentos esperados, informa o documento do USDA.
Devido a contínua crise hídrica no estado do Espírito Santo, principal produtor de café conilon, os cafezais não recuperaram totalmente o potencial produtivo dos anos anteriores, mas a colheita deve ter uma leve recuperação. Para os representantes do governo dos Estados Unidos, a retirada dos grãos dessa variedade deve passar de 10,5 milhões para 11,6 milhões de sacas.
Na avaliação do USDA, o consumo interno de café no Brasil deve ficar praticamente estável em relação à safra passada: 20,66 milhões de sacas, sendo 19,55 milhões na forma de torrado e moído e 11,1 milhões na forma de solúvel. O resultado reflete "o abrandamento da economia brasileira e a mudança de padrões de consumo".
As exportações também ficarão estáveis na safra corrente, com embarques estimados em 33,03 milhões de sacas, sendo 29,4 milhões de café verde e 3,6 milhões de café solúvel. Com baixa produção e demanda relativamente regular, o ciclo agrícola este ano deve terminar com estoques menores de café brasileiro. Segundo a projeção do Departamento, haverá 3,88 milhões de sacas ao fim do período, uma redução de 1,53 milhão de sacas em comparação com o ano passado.
