A colheita de café na safra 2017/2018 começou de forma discreta em algumas regiões do país. No Espírito Santo, apesar da retirada do conilon estar com volume abaixo do esperado, devido aos grãos ainda estarem verdes, a expectativa é de melhora, uma vez que as condições climáticas são favoráveis.
Foto: Érico Hiller/ Café Editora
Em 2016 os produtores capixabas passaram pela pior safra dos últimos anos, por conta de uma crise hídrica que atingiu o estado, e produziram apenas 5,3 milhões de sacas de café conilon, 2,2 milhões de sacas a menos que em 2015. Para o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), localizada em São Gabriel da Palha, no norte do Espírito Santo, Antônio Joaquim de Souza Neto, o momento é difícil para todos, mas o homem do campo é esperançoso.
"Garanto que a colheita será maior esse ano. As lavouras já estão mais bonitas e teremos café de qualidade, com grãos pesados que beneficiarão o rendimento", disse ele, recordando das chuvas que caíram no final de 2016 e início de 2017, em uma época que o grão de café estava ganhando força.
Ainda que confiante, o presidente acredita que a lavoura só ganhará volumes significativos a partir da primeira semana de junho. Com a expectativa de receber cerca de 800 mil sacas de café na cooperativa este ano, 205 mil sacas a mais do que foi recebido no ano passado, Neto comenta que o Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural) será um grande aliado nessa conquista.
"Muitas empresas que compravam café não recolhiam o Funrural, mas agora é lei. Como a gente recolhe os impostos, já tem produtores querendo se associar na cooperativa", explica.
