O Brasil deve colher 45,56 milhões de sacas de café na safra 2017/2018, volume 11,3% inferior à safra passada, de acordo com o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na última quinta-feira (18). De acordo com a estatal, a principal razão para o recuo é a bienalidade negativa da cultura, que afeita, principalmente, os grãos arábica.
Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
Conforme nota divulgada pela Companhia, o número para o ciclo ficou dentro do previsto na primeira estimativa, realizada em janeiro, que indicava produção entre 43,65 milhões e 47,5 milhões de sacas de café. O mesmo aconteceu com a área de cultivo do arábica e do conilon, calculada anteriormente e mantida em 2,21 milhões de hectares.
Para os próximos meses, a expectativa é de chuvas abaixo da média nas regiões produtoras do país, proporcionando a maturação dos grãos e uma colheita tranquila. O Espírito Santo, porém, é o estado que mais exige atenção, uma vez que a previsão é de menos 50 mm, com estima de ocorrência de 40 a 50%.
Café arábica
Segundo a instituição, a colheita do arábica deve alcançar 35,43 milhões de sacas, volume 18,3% inferior ao produzido na safra 2016/17. Em Minas Gerais, maior produtor da espécie, a produção deve somar 25,36 milhões de sacas, redução de 16,6% em função da bienalidade negativa das maiores regiões produtoras do estado.
Café conilon
O café conilon está em fase de recuperação. Em janeiro, a previsão de colheita estimada pela Conab variava entre 8,64 milhões e 9,63 milhões de sacas. Atualmente, a análise indica 10,13 milhões. Segundo a instituição, o aumento deve-se a recuperação da produtividade da espécie na Bahia e em Rondônia, com maior utilização de tecnologia nas lavouras, além do clima mais favorável.