Safra 2015 é estimada em 43,24 milhões de sacas de café pela Conab

Ultima estimativa da Companhia em 2015 representa redução de 5,3%, quando comparado com a produção de 45,64 milhões de sacas obtidas no ciclo anterior.

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Da redação

A última estimativa para a produção da safra cafeeira (espécies arábica e conilon) em 2015 feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou que o país deve ter um total de 43,24 milhões de sacas de 60 quilos de café beneficiado. O resultado, referente a dezembro de 2015, representa redução de 5,3%, quando comparado com a produção de 45,64 milhões de sacas que a Conab contabilizou no ciclo anterior.

Já em relação à estimativa de 42,15 milhões de sacas, divulgada em setembro pela Companhia, houve acréscimo de 2,7%, correspondendo a mais 1,1 milhão sacas. Segundo a Conab, tal incremento se deve, principalmente, ao ganho na carga produtiva de café em coco, mensurada por ocasião da colheita, além do aumento no rendimento do café no beneficiamento.

Veja o que a Conab fala sobre a produção das espécies arábica e conilon, em cada região/Estado:

Arábica
Os dados mostram que café arábica representa 74,1% da produção total do país na safra 2015. Para esta safra estima-se que sejam colhidas 32 milhões de sacas. Tal resultado representa um decréscimo de 1,7%.

Houve expressivo decréscimo de 1.532,7 mil sacas no Cerrado Mineiro e 524,9 mil sacas em São Paulo, correspondendo a 26,6 e 11,4%, respectivamente, de queda frente à safra 2014.

O café arábica apresenta ganho de produção apenas na região de Matas de Minas, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Matas de Minas está em ano de bienalidade positiva e que, apesar das condições climáticas adversas, a produtividade é satisfatória. No Paraná a produção se recupera das condições climáticas adversas, principalmente às baixas temperaturas em 2013, que afetou a safra 2014. No Espírito Santo e Rio de Janeiro a produção é superior à safra anterior, mesmo sendo afetada pelas condições climáticas adversas nesta safra.

Conilon
A produção do conilon, estimada em 11,19 milhões de sacas, representa uma redução de 14,2%. Esse resultado se deve, principalmente, à queda da produção no Espírito Santo, maior estado produtor da espécie, causada pela estiagem da atual safra. As lavouras do estado foram afetadas por déficit hídrico, elevadas temperaturas e grande insolação em dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015, período de formação e enchimento de grãos, o que levou à má formação dos grãos, menores e mais leves. Mato Grosso e Pará também apresentam queda na produção de conilon, mas são estados pouco representativos na produção nacional.

Rondônia e Bahia (Atlântico), segundo e terceiro maior produtor, apresentam ganho de produção de café conilon. Em Rondônia as condições climáticas foram favoráveis durante todo o ciclo da cultura e na região do Atlântico (BA), apesar de uma baixa restrição hídrica em janeiro/fevereiro, a produção ainda assim será superior a safra 2014, reflexo também do ganho de área de 8,1%.
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