Mesmo com a recuperação dos preços da saca do café, que está 17% acima do custo de produção estimado pela Conab, 80% os cafeicultores mineiros estariam com a renda comprometida devido ao acúmulo de dívidas de anos anteriores.
De acordo com o presidente da Comissão de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do estado de Minas Gerais (Faemg), João Alberto Puliti, o cafeicultor "começa a navegar em um mar de maior tranqüilidade" por causa da recuperação dos preços, mas o governo precisa estar consciente do processo de acúmulo de dívidas.
Segundo ele, a expectativa para a safra 2006/2007 é de melhora na cotação do café com a quebra de safra estimada para 2007/2008 por causa da bienalidade do café arábica, somada a fatores climáticos, que derrubarão ainda mais os índices de produção do estado.
A renda do setor poderá registrar alta de 20% neste ano, chegando a R$ 5,3 bilhões, informou o Diário do Comércio/MG.
Renda cresce, mas cafeicultores estão endividados
Mesmo com a recuperação dos preços da saca do café, que está 17% acima do custo de produção estimado pela Conab, 80% os cafeicultores mineiros estariam com a renda comprometida devido ao acúmulo de dívidas de anos anteriores.
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CARLOS AFFONSO JUNQUEIRA NETO
POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 04/12/2006
Pior que estar individado, é estar superdescapitalizado.
Em anos anteriores, os produtores entravam em uma safra de café com um percentual da safra anterior guardada.
Hoje, entramos com quase metade da safra vendida por CPR´s, que só estão tendo a finalidade de levantar dinheiro e não assegurar preços futuros.
Para os exportadores e bancos é um ótimo negócio. Taxa de aval adiantada, venda de consórcios, venda de títulos de capitalização e risco quase que zero de inadimplência, pois se o banco tiver que honrar o aval, perdemos todo o credito de anos e anos. Café padrão BMF ou tipo 6 para os compradores, quase que já pronto para exportação.
Enfim, qual é o nosso poder de barganha diante disso?
As cooperativas concorrendo entre si. Cada cidade tem uma que oferece várias vantagens, que mais parecem um empurrômetro de produtos para o aumento da produtividade. Tá dificil ser cafeicultor!
Em anos anteriores, os produtores entravam em uma safra de café com um percentual da safra anterior guardada.
Hoje, entramos com quase metade da safra vendida por CPR´s, que só estão tendo a finalidade de levantar dinheiro e não assegurar preços futuros.
Para os exportadores e bancos é um ótimo negócio. Taxa de aval adiantada, venda de consórcios, venda de títulos de capitalização e risco quase que zero de inadimplência, pois se o banco tiver que honrar o aval, perdemos todo o credito de anos e anos. Café padrão BMF ou tipo 6 para os compradores, quase que já pronto para exportação.
Enfim, qual é o nosso poder de barganha diante disso?
As cooperativas concorrendo entre si. Cada cidade tem uma que oferece várias vantagens, que mais parecem um empurrômetro de produtos para o aumento da produtividade. Tá dificil ser cafeicultor!