Ao contrário do que ocorreu em setembro passado, em outubro não houve congestionamento nos portos e o conseqüente atraso dos navios, nem faltaram contêineres nos portos de Vitória e do Rio de Janeiro, o que contribuiu para o bom desempenho do setor, com volume exportado 9,3% maior.
Mas, esse desempenho setor deve-se, principalmente, à alta no preço do produto, e não à quantidade de café exportado. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, as vendas para o exterior ficaram em 21.498.607 sacas do produto, 0,7% menores, em relação ao mesmo período de 2005.
Entretanto, quando se considera a receita obtida desde janeiro, houve alta de 7,2%, com US$ 2,57 bilhões, contra US$ 2,40 bilhões, no mesmo período de 2005.
Para Guilherme Braga, diretor geral do Cecafé, há uma situação de equilíbrio entre demanda e oferta, com ligeira tendência de alta no preço. Segundo ele, as exportações de café em 2006 vão gerar uma receita um pouco maior do que a prevista no início do ano, de US$ 3,1 bilhões. "Devemos fechar o ano com algo em torno de US$ 3,2 bilhões", afirma.
Por outro lado, ao se verificar as vendas do ano safra 2006/07 (ocorridas desde julho), é notável o ritmo mais lento de comercialização desta safra, em relação à passada, pois entre julho e outubro deste ano foi exportado 17,9% mais café que no mesmo período de 2005, enquanto que, segundo a Conab, a safra será cerca de 26% maior.

Fonte: Cecafé e Conab.
Em outubro, a forte valorização do café robusta nos mercados internacionais, ocorrida desde agosto, finalmente, se refletiu nas vendas externas brasileiras deste tipo de café, com o volume exportado de 240.072 sacas sendo 124,5% maior que o comercializado no mesmo mês de 2005 (106.954 sacas).
Os preços médios do café exportado, em outubro, foram de 121,33 dólares por saca para o arábica e de 87,57 para o robusta (conilon), correspondendo, respectivamente, a R$ 260,54 e R$ 188,06, pelo dólar médio (PTAX compra) do mês. Para o torrado, o preço médio foi de US$ 224,64 (R$ 482,41) e, para o solúvel, de US$ 137,60 (R$ 295,50).
Fonte: Equipe CaféPoint, com informações do Cecafé e da Conab