Lideranças da produção de café ouvidas em matéria de Viviane Monteiro para a Gazeta Mercantil afirmaram que, apesar dos ganhos obtidos com a recuperação dos preços, os cafeicultores ainda não conseguiram recuperar as perdas que tiveram no período de crise do setor.
O superintendente comercial da Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Lúcio Dias, disse que a alta dos preços ainda é insuficiente para remunerar os cafeicultores, devido ao aumento no custo de produção. "Não é um preço que dá água na boca para o produtor sair plantando e investindo", disse Dias, para quem, o cafeicultor ainda não recuperou o prejuízo que acumulou do fim da década de 1990 até 2002.
De acordo com Dias, o cafeicultor vendeu a saca de café arábica a R$ 240,00. Para ser remunerador, ele destaca que o preço deveria ser acima de R$ 270,00, valor ultrapassado no fim de 2006, quando chegou a R$ 290, com um aumento de 31,81%, frente aos R$ 220 com que iniciou o ano passado. O custo teria oscilado de R$ 215 a 220 por saca.
Para Wilson José de Oliveira, presidente da Associação dos Cafeicultores o presidente da Região de Patrocínio (Acarpa), depois da crise, 2006 foi o primeiro ano em que o produtor vendeu a mercadoria por um preço maior que o custo de produção. "Antes os produtores estavam trabalhando zero a zero. Sem lucro. Nos últimos quatro e cinco anos o produtor trabalhou sem cobrir os custos'', declarou.
"Os preços do café devem se manter em alta até que os estoques sejam repostos'', disse Oliveira. Com o que concorda Dias, da Cooxupé: "todo mundo espera que o mercado trabalhe com rentabilidade", disse.
Perdas dos cafeicultores ainda não foram repostas
Lideranças da produção de café afirmaram que, apesar dos ganhos obtidos com a recuperação dos preços, os cafeicultores ainda não conseguiram recuperar as perdas que tiveram no período de crise do setor.
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