Mineiros devem pagar 15% mais pelo café torrado

O consumidor mineiro já poderá perceber a alta do café na próxima visita aos supermercados. O preço médio do quilo, que hoje é de R$ 8, pode chegar a R$ 9,20, girando em torno dos 15% sugeridos pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

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O consumidor mineiro já poderá perceber a alta do café na próxima visita aos supermercados. O preço médio do quilo, que hoje é de R$ 8, pode chegar a R$ 9,20, subindo em torno dos 15% sugeridos pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, justificou o repasse ao consumidor em função dos aumentos permanentes do grão cru, que representa mais de 60% do preço final do torrado e moído.

Segundo Herszkowicz, o custo do café cru vem subindo desde setembro. Hoje, a saca de café mais comum utilizado pelas indústrias está em torno de R$ 295 (cotação de ontem), enquanto há 60 dias, o valor era de R$ 185.

"A indústria não tem como assimilar essa diferença do custo da matéria-prima, até porque para o consumidor o café tem os mesmos níveis desde 1994, entrada do Plano Real", reforçou.

Segundo ele, em 12 anos a inflação foi de 201%, o custo da cesta básica nacional subiu 135% e o arroz teve um reajuste de 110%, enquanto o café subiu apenas 10%. A comparação leva à conclusão que as indústrias de café transferiram para o mercado e para o preço todo o seu ganho de competitividade e lucratividade.

"O aumento médio de 15% é absolutamente necessário para a indústria e não vai influenciar no orçamento do consumidor, pelo preço estar extremamente baixo", afirmou o diretor-executivo da Abic em notícia de Margareth Castro, do Correio de Uberlândia/MG.

O diretor-comercial da Indústria de Café do Triângulo Mineiro (Icatril), Márcio Reis Maia, adiantou que vai repassar, a partir de hoje, 11% de aumento para seus clientes, mas que o ideal seria 30%.

"O aumento era para ter ocorrido em outubro, mas conseguimos segurar por causa de uns contratos futuros que tínhamos. Estamos trabalhando no vermelho há dois meses, porque o estoque está nas mãos dos grandes produtores, que controlam o mercado.", disse Maia.
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