MG: Cafeicultores utilizam 30% do crédito do BB

Apesar de estar disponível desde o início do mês no Banco do Brasil (BB) de Minas Gerais, apenas 30% dos R$ 280 milhões do Fundo Nacional de Apoio à Cafeicultura (Funcafé) foram contratados até agora.

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Apesar de estar disponível desde o início do mês no Banco do Brasil (BB) de Minas Gerais, apenas 30% dos R$ 280 milhões do Fundo Nacional de Apoio à Cafeicultura (Funcafé) foram contratados até agora.

"Acreditamos que os recursos serão suficientes", avaliou o superintendente de Varejo do BB em Minas Gerais, Amalri Sebastião Niehues.

Os recursos destinam-se às linhas de custeio das despesas de colheita e estocagem do café para a safra 2006/2007. Os encargos da linha são de 9,5% ao ano e o prazo de pagamento é de cerca de 180 dias, conforme a região, segundo notícia do Diário do Comércio/MG.
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cyro takiute
CYRO TAKIUTE

MARÍLIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/08/2006

Meu nome e Vander Takiute. Administro o fluxo de caixa e folha de pagamento da propriedade da nossa família.

Como os demais empresários brasileiros, sinto a pesada oneração da folha de pagamento via encargos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário, INSS, FGTS e a multa rescisória. Como se não bastasse, há ainda a dificuldade em encontrar trabalhador neste nível de salário (salário mínimo) que se encontre realmente motivado para realizar as tarefas típicas de uma propriedade rural de café.

Ademais, há ainda a dificuldade em encontrar financiamentos bancários disponíveis a uma taxa de juros compensadora para o cafeicultor. Neste contexto, é de suma importância a inserção de novos agentes financeiros na cadeia produtiva do café que se mostrem dispostos a emprestar recursos para que o cafeicultor realize a sua produção dentro da porteira.

De modo que, as autoridades governamentais assim o procedendo, o cafeicultor poderia aumentar a sua produção sem comprometer a sua capacidade financeira de honrar seus compromissos bancários. Acredito na viabilidade econômica do café e na importância sócio-econômica deste mesmo produto, haja vista que, o Brasil é o maior produtor e o segundo mercado consumidor de café do mundo.

No entanto, temos que derrubar as barreiras jurídicas para que novos agentes financeiros se encontrem dispostos a emprestar recursos para que o cafeicultor possa produzir mantendo sua solvência financeira sem comprometer a sua capacidade de honrar seus compromissos bancários. Finalizando, penso que é de suma importância a divulgação destes novos instrumentos de captação de recursos no mercado de capitais, de acordo com a Lei citada na reportagem. O cafeicultor é um empresário como outro qualquer, que corre riscos de preço e de clima, que precisam ser mitigados, dentro de uma lógica de globalização da economia mundial e inserção do Brasil numa economia globalizada.

Temos que ser competitivos numa economia de escala e oferecer produtos de valor agregado que possam aumentar o saldo da balança de pagamentos do Brasil, trazendo divisas e empregos para os brasileiros. Há alguns obstáculos que tem que ser removidos para que possamos aumentar a curva de possibilidade de produção do café no Brasil. Dentro deste contexto, as autoridades governamentais têm que divulgar esta supra citada lei do mercado de capitais, de modo a viabilizar a produção de café no Brasil, respeitando o cafeicultor e a sua capacidade de honrar seus compromissos bancários, haja vista que, o Brasil é um recordista no nível das taxas de juros praticadas no mercado doméstico.