A demora na liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) prejudicou os cafeicultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (MG), que começaram a colheita há 45 dias. Por falta de crédito para estocagem, eles precisaram vender as primeiras sacas da produção a preços baixos, entre R$ 200 e R$ 220, enquanto em janeiro a cotação era de R$ 300.
A juros de 9,5% ao ano, a verba é utilizada para pagar as despesas iniciais da colheita e também para financiar a fase de comercialização. Os recursos são considerados essenciais.
Segundo reportagem do Jornal Correio, de Uberlândia, a previsão de colheita do Café do Cerrado, que compreende 55 municípios, é de 3,9 milhões de sacas ao todo. São 155 mil hectares, sendo que a produtividade média é de 25 sacas por hectares, segundo o engenheiro agrônomo do Conselho das Cooperativas e Associações do Cerrado (Caccer), Acácio José Dianin.
Na região em torno da cidade de Araguari, a colheita começou mais cedo e cerca de 55% do processo está finalizado. Já os produtores em Monte Carmelo, Patrocínio e Carmo de Paranaíba atingiram cerca de 30% da produção prevista.
Para o agricultor Serafim Peres, que possui 220 hectares de café plantados em Araguari, os bancos estão com muita burocracia para emprestar dinheiro. "Eu não consegui tudo que precisava no Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil)", disse, esperando colher 8 mil sacas este ano.
MG: atraso de verba prejudica agricultores
A demora na liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) prejudicou os cafeicultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (MG), que começaram a colheita há 45 dias. Por falta de crédito para estocagem, eles precisaram vender as primeiras sacas da produção a preços baixos, entre R$ 200 e R$ 220, enquanto em janeiro a cotação era de R$ 300.
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