Mapa: café terá padrões mínimos de qualidade

Até o final do ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve concluir a instrução normativa que estabelecerá os padrões mínimos de identidade e de qualidade para a classificação do café torrado e moído comercializado no mercado interno e importado de outros países. Com isso, os fiscais federais agropecuários passarão a monitorar as condições do produto oferecido à população.

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Até o final do ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve concluir a instrução normativa que estabelecerá os padrões mínimos de identidade e de qualidade para a classificação do café torrado e moído comercializado no mercado interno e importado de outros países. Com isso, os fiscais federais agropecuários passarão a monitorar as condições do produto oferecido à população.

A instrução normativa está sendo elaborada pelo Departamento de Café (Dcaf/Mapa), Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov/Mapa) e Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Assim que for concluída será submetida à consulta pública por 60 dias. Nesse prazo, a cadeia produtiva da cafeicultura e os consumidores poderão apresentar propostas para análise do grupo responsável por definir os padrões."Ainda não existe essa norma na esfera federal", assinalou a diretora do Dipov/Mapa, Ângela Peres.

Para o diretor do Dcaf/Mapa, Lucas Ferreira, a elaboração da instrução normativa vai coroar o esforço do ministério e do setor privado para melhorar a qualidade do café, com um padrão mínimo de qualidade para o consumo. "Dessa forma, os consumidores poderão saber, ainda nas gôndolas dos supermercados, os padrões mínimos de qualidade do produto que estão comprando", destacou.

Com essa medida, o governo preencherá um vácuo na área de café torrado e moído, comentou o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz. "Há algum tempo, o setor produtivo, especialmente a Abic, esperava por essa providência, que é uma atribuição do Mapa. Como o mercado de café evoluiu tanto em tecnologia quanto no consumo, é preciso estabelecer a regulamentação, da qual a indústria se ressente".

Ele ressaltou que a definição de padrões mínimos de identidade e de qualidade será importante para coibir adulterações, protegendo as indústrias e os consumidores.

As informações são do Mapa.
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Juliano Tarabal
JULIANO TARABAL

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 20/08/2007

É de extrema importância a suposta normativa qui estabelecerá o Mapa. Diante de um mercado em franca expansão que é o de cafés especiais é de muita relevância que os órgãos responsáveis (Mapa, ABIC,etc) estabeleçam parâmetros comparativos que norteiem o consumidor na hora de comprar café.

A utilização de selos nas embalagens é importante porque certifica o produto dentro de cada metodologia, mas em contraproposta não informa o consumidor o porquê dele estar pagando mais caro por determinado produto.

Não basta dizer que o café é especial, mas também o porquê ele é especial, informando ao consumidor todas as metodologias de preparo que diferem um café de outro e que fazem os mesmos possuírem grandes diferenças de preço.

E logicamente, separar o joio do trigo, ou seja, cafés especiais ou gourmet merecem também gôndolas especiais, e não serem colocados junto a produtos em que se denominam café mas que contém palha, milho e sabe lá Deus mais o que.