No ano passado, foram realizados 24 leilões, sendo dois por mês. O preço médio do café vendido foi de R$ 174,52 por saca e a arrecadação total alcançou pouco mais de 204 milhões de reais, num aumento de 32%, em relação a 2005, quando foram arrecadados cerca 154,5 milhões.
Na maior parte do ano, os volumes ofertados mensalmente, assim como e os preços médios obtidos, acompanharam as variações dos preços no mercado físico brasileiro, com exceção apenas de janeiro para fevereiro quando o número de sacas vendidas aumentou e houve baixa nas cotações. As vendas se concentraram nos primeiros cinco meses do ano, quando foram arrematadas 63,6% do total de sacas de 2006. No período de safra, os volumes ofertados foram reduzidos, voltando a subir, a partir de outubro, juntamente com a elevação das cotações do café.

Nos últimos dez anos, os estoques de café do governo foram reduzidos de 11,5 para 1,949 milhão de sacas, total aferido em 31 de dezembro, sendo 1.949.002 sacas do Funcafé e 89 sacas do Tesouro Nacional.
No balanço das políticas públicas para desenvolvimento do agronegócio café, apresentado, em novembro passado, durante o 14º. Encafé, o Diretor do Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agronergia do Mapa, Vilmondes Olegário da Silva, enfatizou que a venda dos estoques mobiliza recursos do patrimônio do Funcafé, que passam a ser utilizados no financiamento da cadeia produtiva. Além disso, são eliminados custos de estocagem e perdas decorrentes da depreciação do café.
A regulação do mercado, com isso, passa a ser feita através de políticas de financiamento para estocagem e pré-comercialização de café, ao invés da formação liberação e de estoques governamentais.
O café vendido nos leilões foi arábica, na sua maior parte produzido na década de 80 - com alguns lotes até dos anos setenta e tipo variando entre 6 e 7. O preço médio obtido esteve 16,3% abaixo da média do café de consumo interno, base Varginha/MG, divulgada no Informe Estatístico.
Fonte: Equipe CaféPoint, com dados do DCAF/MAPA/SPAE