Leilões mobilizam recursos do Funcafé

A edição de dezembro do Informe Estatístico do Café trouxe o fechamento do ano de 2006, informando que o governo vendeu, no período, por meio de leilões, 1.169.290 sacas de café dos estoques oficiais, ou cerca de 97%, da oferta total de 1.205.000 de sacas.

Publicado por: CaféPoint

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A edição de dezembro do Informe Estatístico do Café, divulgada, na segunda-feira, 29/1 pelo Departamento do Café (DCAF) da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), trouxe o fechamento do ano de 2006, informando que o governo vendeu, no período, por meio de leilões, 1.169.290 sacas de café dos estoques oficiais, ou cerca de 97%, da oferta total de 1.205.000 de sacas.

No ano passado, foram realizados 24 leilões, sendo dois por mês. O preço médio do café vendido foi de R$ 174,52 por saca e a arrecadação total alcançou pouco mais de 204 milhões de reais, num aumento de 32%, em relação a 2005, quando foram arrecadados cerca 154,5 milhões.

Na maior parte do ano, os volumes ofertados mensalmente, assim como e os preços médios obtidos, acompanharam as variações dos preços no mercado físico brasileiro, com exceção apenas de janeiro para fevereiro quando o número de sacas vendidas aumentou e houve baixa nas cotações. As vendas se concentraram nos primeiros cinco meses do ano, quando foram arrematadas 63,6% do total de sacas de 2006. No período de safra, os volumes ofertados foram reduzidos, voltando a subir, a partir de outubro, juntamente com a elevação das cotações do café.

Figura 1

Nos últimos dez anos, os estoques de café do governo foram reduzidos de 11,5 para 1,949 milhão de sacas, total aferido em 31 de dezembro, sendo 1.949.002 sacas do Funcafé e 89 sacas do Tesouro Nacional.

No balanço das políticas públicas para desenvolvimento do agronegócio café, apresentado, em novembro passado, durante o 14º. Encafé, o Diretor do Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agronergia do Mapa, Vilmondes Olegário da Silva, enfatizou que a venda dos estoques mobiliza recursos do patrimônio do Funcafé, que passam a ser utilizados no financiamento da cadeia produtiva. Além disso, são eliminados custos de estocagem e perdas decorrentes da depreciação do café.

A regulação do mercado, com isso, passa a ser feita através de políticas de financiamento para estocagem e pré-comercialização de café, ao invés da formação liberação e de estoques governamentais.

O café vendido nos leilões foi arábica, na sua maior parte produzido na década de 80 - com alguns lotes até dos anos setenta e tipo variando entre 6 e 7. O preço médio obtido esteve 16,3% abaixo da média do café de consumo interno, base Varginha/MG, divulgada no Informe Estatístico.

Fonte: Equipe CaféPoint, com dados do DCAF/MAPA/SPAE
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