Jorge Queiroz, da Conab: mundo precisa repor estoques

Existe a necessidade de reposição dos estoques mundiais que estão por volta dos 16,8 milhões de sacas. Considerando um consumo mundial de 10 milhões de sacas ao mês, teríamos o suficiente para 1,68 mês. O ideal, segundo Jorge Queiroz, seria um volume suficiente para suprir de 2,5 a 3 meses, ou seja, de 25 a 30 milhões de sacas. Além disso, para Jorge Queiroz, o consumo de café cresce a taxas maiores do que as preconizadas pela OIC (1,5%), já que não existe estatísticas suficientes para medir a participação dos novos mercados consumidores. Para Queiroz, os preços tendem a subir devido aos baixos estoques e ao alto consumo. No entanto, isso ainda não ocorreu, em parte, graças ao café remanescente que não foi totalmente vendido no final de 2006 e início de 2007 quando alguns produtores ficaram na esperança de melhores preços, o que não aconteceu.

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Segundo Jorge Queiroz, analista de mercado da Conab, o mundo está abrindo, ano a ano, novos postos de trabalho principalmente graças a China, Índia e aos países do leste europeu, onde muitas bases de indústrias estão se transferindo da parte ocidental para a oriental visando redução de custos. A China, por exemplo, insere todo o ano 35 milhões de novos trabalhadores no seu mercado de trabalho. Esse fato gera uma demanda por diversos bens de consumo, e a cafeicultura deve ficar atenta a esses acontecimentos.

A previsão do volume das exportações para esse ano é de 27,2 milhões de sacas, no entanto, Queiroz acredita em um número maior. Segundo disse, existe a necessidade de reposição dos estoques mundiais que estão por volta dos 16,8 milhões de sacas. Considerando um consumo mundial de 10 milhões de sacas ao mês, teríamos o suficiente para 1,68 mês. O ideal, segundo Jorge Queiroz, seria um volume suficiente para suprir de 2,5 a 3 meses, ou seja, de 25 a 30 milhões de sacas.

Além disso, para ele, o consumo de café cresce a taxas maiores do que as preconizadas pela OIC (1,5%), já que não existe estatísticas suficientes para medir a participação dos novos mercados consumidores.

Para Queiroz, os preços tendem a subir devido aos baixos estoques e ao alto consumo. No entanto, isso ainda não ocorreu, em parte, graças ao café remanescente que não foi totalmente vendido no final de 2006 e início de 2007 quando alguns produtores ficaram na esperança de melhores preços, o que não aconteceu.

Em relação aos preços do robusta, Queiroz ressaltou que vem ocorrendo uma grande procura por parte dos países do leste europeu e da Ásia principalmente pelo fato da participação dos jovens destes mercados no consumo de solúvel.

As taxas de exportação do Vietnã vêm crescendo ano a ano. No entanto, a previsão para a safra 2007/08 é de uma pequena queda comparativamente a 06/07, chegando por volta das 17 milhões de sacas frente 18,6 milhões de sacas, respectivamente, de acordo com Jorge.

A tendência, segundo Queiroz, é que haja um crescimento de produção de robusta no Brasil nos estados que tradicionalmente cultivam esta espécie, mais especificamente no Espírito Santo. Já em Rondônia, existe o gargalo do transporte que dificultaria o escoamento da safra. Esse crescimento dar-se-ia, em parte, pelo aumento da área produzida mas, principalmente, pela produtividade vinda de melhores tratos culturais.

Rodrigo Cascalles, Equipe CaféPoint.
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