O Instituto Biológico, localizado na Vila Mariana, em São Paulo, completou 90 anos de atividades na última segunda-feira (06). Criado para desenvolver e transferir conhecimento tecnológico e científico para o agronegócio, ele é uma referência no país nas áreas de sanidade animal e vegetal.
Foto: Camila Cechinel/Café Editora
A entidade foi criada pela necessidade inicial de tratar o café, uma vez que, em 1924 a broca apareceu nas lavouras paulistas, perfurando os grãos. Para combatê-la foi formada uma comissão de pesquisadores chefiada por Arthur Neiva, Ângelo da Costa Lima e Edmundo Navarro que criaram, em 1927, o Instituto Biológico e Defesa Agrícola que, em 1937, passou a ser chamado apenas de Instituto Biológico.
Dentro do Instituto, em um terreno de aproximadamente 10.000 m², há um cafeeiro composto por quase dois mil pés de café arábica, das variedades catuaí e novo mundo, que resultam em uma produção anual de uma tonelada do grão, variando em função da bienalidade da cultura.Os pés de café foram plantados no local na metade da década de 50.
De acordo com o pesquisador e diretor-geral do Instituto, Antonio Batista Filho, o órgão tem papel fundamental na realização de diagnósticos que mostram que os produtos brasileiros estão livres de contaminação: "um dos maiores entraves para a importação e exportações de produtos pelos países é a sanidade".
A instituição mantém laboratórios e unidades de pesquisa em São Paulo, Campinas, Bastos e Descalvado. As unidades laboratoriais realizam 40 tipos de ensaios para pragas e doenças em animais e plantas e uma média de 585 diagnósticos por dia nas áreas de sanidade animal e vegetal.
Ao longo de 2016, mais de 200 mil diagnósticos foram realizados, constituindo uma ferramenta básica para ações dos órgãos de defesa estadual e federal, com vistas a evitar a entrada ou circulação de pragas e doenças dentro do país.