O secretário de Produção e Agroenergia, Linneu Costa Lima, informou que a proposta do governo é que os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) não tenham mais "carimbo" por setor. No atual sistema, ao anunciar o orçamento do fundo, o governo divulga também quanto será destinado para cada segmento da cadeia produtiva.
Segundo ele, a idéia é que o crédito seja amplo, sem definir o limite por segmento, de modo que fique com o recurso aquele que quiser retê-lo para vender no melhor momento, ordenando a produção. O único carimbo seria o do custeio, informou Neila Baldi, da Gazeta Mercantil.
Outra proposta é fortalecer o levantamento da safra, com um conselho setorial que avaliaria e daria maior credibilidade aos números oficiais.
Em balanço de sua gestão - que será divulgado oficialmente ainda hoje, Lima informou que quando o atual governo assumiu, os preços do café estavam em US$ 57 a saca (60 quilos), passando para US$ 118 na média deste ano, o que, na sua avaliação, seria fruto das políticas governamentais.
Ele disse que também houve uma recomposição do Funcafé, cujo patrimônio hoje é de R$ 3,8 bilhões; além da criação de uma política anticíclica, com o anúncio dos recursos para todo o ano em uma só vez, permitindo melhor gestão das verbas e o escalonamento da safra.
O investimento de R$ 4,3 milhões no Geosafras, sistema de análise da lavoura por meio de imagens de satélite, foi outro ponto destacado pelo secretário.
Governo planeja tirar 'carimbo' do Funcafé
O secretário de Produção e Agroenergia, Linneu Costa Lima, informou que a proposta do governo é que os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) não tenham mais "carimbo" por setor.
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