Exportações de fevereiro levaram a recordes
O Brasil exportou no mês passado 2.106.758 sacas de 60 kg de café, geraram ao país uma receita de US$ 284,1 milhões, contra 1.842.624 sacas e receita de US$ 226,0 milhões, em fevereiro de 2006, o que representa altas de 14,3 e 25,7%, respectivamente.
Publicado por: CaféPoint
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No período acumulado de doze meses (entre março de 2006 e fevereiro deste ano), as exportações brasileiras de café registraram a maior receita da história, pois foram embarcadas mais de 28 milhões de sacas de 60 Kg, responsáveis por uma receita correspondente a US$ 3,4 bilhões.
No bimestre janeiro/fevereiro de 2007, o volume de sacas exportadas chegou a 4,4 milhões, ante 3,6 milhões registradas, no mesmo período do ano anterior.
O aumento da receita reflete principalmente a valorização dos preços do produto. "Os números estão dentro do esperado e mostram uma recuperação gradual e moderada, sempre superior à obtida nos primeiros meses do ano passado, com uma alta de cerca de 14%", afirmou Guilherme Braga, diretor-geral do CeCafé.
A Alemanha foi o principal destino do café brasileiro, com um acréscimo de 39,39% nos negócios, seguida pelos EUA.
O Porto de Santos liderou os embarques (com 71% do volume embarcado), seguido pelo de Vitória e Rio de Janeiro.
O resultado de fevereiro também aponta para uma maior fluência na comercialização da safra 2006/07, pois as exportações entre julho/06 e fevereiro/07 já são 21,3% maiores que as do mesmo período ano safra anterior, sendo que, segundo a Conab, a safra é cerca de 29% maior. Esta mesma análise, feita para o período entre julho e outubro, apontava exportações apenas 17,9% maiores que as do mesmo intervalo do ano safra 2005/06.
Com as cotações internas do conilon mantendo-se acima dos valores correspondentes na LIFFE, as exportações deste café (20.553 sacas) declinaram, fortemente, em fevereiro, sendo 45,1% menores que no mesmo mês de 2006 (37.454 sacas) e 61,1% menores que em janeiro deste ano (52.894 sacas).
Os preços médios do café exportado, em fevereiro, foram de 134,63 dólares por saca para o arábica e de 110,46 para o robusta (conilon), correspondendo, respectivamente, a R$ 282,12 e R$ 231,46, pelo dólar médio (PTAX compra) do mês. Para o torrado, o preço médio foi de US$ 206,38 (R$ 432,46) e, para o solúvel, de US$ 137,96 (R$ 289,09).
Maiores exportadores
Nos dois primeiros meses do ano, o principal exportador brasileiro foi a Unicafé Cia Comercio de Exterior, que vendeu 8,98% do total ou 356.116 sacas. Em seguida vieram a Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé Ltda, Cooxupé, com 242.050 sacas (6,11%); a Stockler Comercial e Exportadora, com 213.213 sacas (5,38%) e a Tristão Cia. de Comercio Exterior, com 209.167 (5,28%).
Relatório do Mapa
Na última quinta-feira, 8/3, foi a vez da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mapa, divulgar seu Informe Estatístico do Café, baseado em dados do MDIC e segundo o qual o faturamento, no primeiro bimestre deste ano faturamento ultrapassou US$ 553,3 milhões, contra US$ 411,6 milhões em 2006, enquanto o volume subiu de 3,481 milhões para 4,108 milhões de sacas.
Os dados do MDIC diferem dos do Cecafé por levar em conta a emissão das faturas das exportações, enquanto as estatísticas do Conselho de Exportadores baseiam-se nas emissões dos certificados de origem, que são emitidos quando da efetivação do embarques.
Ainda segundo o Mapa, no mesmo período, verificou-se uma elevação de 13,9% no preço médio de exportação por tonelada, passando de US$ 1.971 para US$ 2,245. Japão e Itália pagaram os melhores preços médios. Já o Líbano liderou em crescimento percentual de receita (189,20%).
Os principais compradores foram Alemanha, com 966 mil sacas (US$ 128,8 milhões), Estados Unidos, com 637 mil sacas (US$ 84,1 milhões), Itália, com 413 mil sacas e US$ 57,9 milhões, e Japão, com 255 mil sacas e receita de US$ 36,7 milhões.
Já as exportações de cafés verde, solúvel e torrado alcançaram 4,5 milhões de sacas, ou US$ 600 milhões, considerando-se um preço médio de US$ 135,13 por saca no período de janeiro a fevereiro.
Renato Fernandes, Consultor CaféPoint, com informações do Cecafé, da Conab e do Mapa.
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