O dólar encerrou em baixa ontem, refletindo um cenário externo que, aos poucos, se acalma, embora analistas ainda considerem cedo para afirmar que o período de turbulências chegou ao fim. A divisa norte-americana fechou o dia a R$ 2,113, com desvalorização de 0,19%.
"O mercado deu uma trégua hoje (ontem). Lá fora tem ajudado um pouco e o fluxo também está bastante positivo", comentou o gerente de câmbio de um banco estrangeiro, que não quis ser identificado, acrescentando que o volume de negócios superava os 3 bilhões de dólares.
Por aqui, dados do BC (Banco Central) mostraram que o fluxo cambial ficou positivo em fevereiro em US$ 6,977 bilhões, o maior desde maio do ano passado. As entradas de divisas por transações financeiras somaram US$ 19,664 bilhões, o maior valor desde outubro de 2006.
Os dados também indicaram que os bancos ampliaram a posição vendida em dólar para US$ 6,05 bilhões no fim de fevereiro, ante US$ 3,378 bilhões em janeiro.
Para o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, a taxa de juro brasileira é um dos principais responsáveis pelo volume expressivo de divisas que entra no país. "Os bancos continuam com uma baita posição vendida, não só no (mercado à vista) como também na BM&F, de maneira geral apostando contra o governo, ou seja, que o câmbio tende a cair", explicou.
Na BM&F, os estrangeiros detinham posição vendida em dólar em US$ 6,084 bilhões na terça-feira. "Enquanto não tiver uma taxa de juro que iniba o investimento estrangeiro principalmente de curto prazo, (o dólar) não vai parar de cair. A pressão é muito grande e só tem o governo comprando", acrescentou.
Segundo reportagem de Nathália Ferreira, da Reuters Brasil, o BC realizou leilão de compra de dólares à tarde e aceitou entre quatro e sete propostas, segundo operadores, com corte a R$ 2,111. Dados da base monetária indicam que nos dois primeiros dias de março, o BC adquiriu cerca de US$ 1,55 bilhão.
Dólar fechou a quarta-feira em baixa
O dólar encerrou em baixa ontem, refletindo um cenário externo que, aos poucos, se acalma, embora analistas ainda considerem cedo para afirmar que o período de turbulências chegou ao fim. A divisa norte-americana fechou o dia a R$ 2,113, com desvalorização de 0,19%.
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