Diretor da Coimex prevê alta de preço internacional
A redução da oferta e dos estoques podem elevar os preços internacionais do grão no segundo semestre desde ano. A previsão é do diretor da área de exportação de café da Coimex Trading Company, João Carlos Hopp Junior.
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"Acredito que com a diminuição dos estoques dos países da América Central e com a volta da demanda européia, que diminui pelo período de férias no Hemisfério Norte, os preços do café brasileiro subam entre agosto e setembro", disse Hopp, em reportagem de Ricardo Carvalho, do Diário do Comércio e Indústria/SP.
Para ele, os estoques de passagem no fim da safra 2007/08 podem alcançar níveis críticos, pois na safra 2006/2007 o país produziu 48 milhões de sacas de 60 kg, exportou 28 milhões de sacas e consumiu internamente 17,1 milhões de sacas. O resultado foi um estoque de passagem de 8 milhões de sacas. O problema é quando os estoques caem abaixo de 3 milhões de sacas, o que Hopp prevê ocorrer em 2008.
Pelos cálculos do executivo, a safra brasileira 2007/2008 deve ser de 35,5 milhões de sacas, com exportação de 24,5 milhões de sacas e consumo interno de 17,4 milhões de sacas. Mantidas essas premissas, sem nenhum desastre climático, no fim de junho de 2008 os estoques de passagem seriam de 2,9 milhões de sacas.
Hoje, apesar dos preços da saca estarem acima de US$ 120, os produtores não estão felizes porque houve elevação dos gastos com mão-de-obra. Conforme dados do diretor da Coimex, a saca de café na BM&F subiu 132% desde 2001, de US$ 59 para US$ 137. No mesmo período, o salário mínimo, dolarizado, passou de US$ 77 para US$ 187, com alta de 142%.
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