Reportagem de Viviane Monteiro da Gazeta Mercantil informou que os contratos de vendas em Cédula de Produto Rural (CPR) financeira na safra 2006/07 aumentaram 82%, como reflexo da expectativa de menor produção na próxima safra e conseqüente valorização do café.
Com base em dados do Banco do Brasil, a consultoria Safras & Mercado afirmou que 1,68 milhão de sacas de café (60 quilos) da safra 2006/07 estão comprometidas com contratos de CPR financeira, o que representa um avanço de 82% em relação ao ciclo anterior.
Nesta modalidade, o produtor paga a CPR em dinheiro, não com a entrega do café (caso da CPR física). Para o gerente-executivo do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, esse movimento demonstra uma migração da CPR física para financeira. O volume de contratos em CPR física, apesar de ser maior, cresceu 18% para 2,04 milhões de sacas na safra 2006/07. Segundo ele, os produtores estão fazendo operação em CPR financeira por acreditarem que vão ganhar uma diferença.
Iniciada em julho, a comercialização da safra de café 2006/07 está atrasada. Segundo a consultoria até agora os produtores venderam apenas 41% da produção, em média, entre operações físicas e futuras, quando no mesmo período do ano passado, na safra 2005/06, o percentual era de 47%. Na safra 2005/06 o Brasil colheu 34,55 milhões de sacas de café, enquanto na temporada 2006/07 a produção foi de 43,5 milhões de sacas, segundo a consultoria.
Comercialização de CPR financeira cresce 82%
Os contratos de vendas em Cédula de Produto Rural (CPR) financeira na safra 2006/07 aumentaram 82%, como reflexo da expectativa de menor produção na próxima safra e conseqüente valorização do café.
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