Colheita avançada no país não alavanca negócios
Apesar da safra estar avançada, os negócios com café ainda estão tímidos no Brasil. O motivo seria a redução da demanda externa, já que no hemisfério Norte é verão. Sem procura e com preços baixos, o cafeicultor prefere esperar para vender.
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Ontem, a saca do café bica corrida arábica duro tipo 6 no Sul de Minas era negociada de R$ 205 a R$ 210, valor 4,8% menor que há um mês, de acordo com levantamento da Safras & Mercado. Na comparação com um ano atrás, a queda é de 18%.
Desde junho, a desvalorização do café no mercado interno tem refletido mais a baixa da commodity na Bolsa de Nova York do que o câmbio. "Os preços do café em Nova York estão em baixa por causa do clima quente e seco no Brasil, sem riscos de geada, favorável à colheita", explicou o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach.
E a retenção de café pelos produtores tende a aumentar à medida que forem liberados os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para colheita e estocagem, na avaliação do presidente da Comissão Estadual de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), João Roberto Puliti. "Esse dinheiro está começando a chegar e pode dar mais fôlego aos pequenos produtores para segurar a safra, na expectativa de preços melhores", afirmou Puliti em reportagem de Chiara Quintão para a Gazeta Mercantil.
Hoje, a saca está sendo vendida de R$ 215 a R$ 220, enquanto o custo de produção é de R$ 229, segundo o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Maurício Miarelli.
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