O valor médio pago pela saca de 60 quilos de café ao produtor em outubro de 2006 cresceu apenas 0,8% em relação ao preço praticado em setembro. E o preço pago não cobria os custos de produção, segundo levantamento do CNC (Conselho Nacional do Café) junto a seus associados.
Os dados apurados mostram que em outubro houve um aumento médio de 1,14% no valor pago aos cafeicultores do sul de Minas em relação a setembro, mas nas demais regiões produtoras a variação foi muito pequena.
Os produtores do Cerrado, por exemplo, observaram um crescimento de apenas 0,77% no preço da saca de café vendida em outubro em relação a setembro, informou o Jornal do Commercio/Manaus.
Os R$ 212,40 - valor médio da saca de café em outubro - em muitas regiões sequer cobrem as despesas da produção. A estimativa do CNC, a partir de dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e das cooperativas associadas, é de que o custo da produção da safra atual varie de R$ 193,27 a R$ 229 por saca, influenciado principalmente pelo reajuste do salário mínimo que só em 2006 teve um aumento real de 13,04% (Dieese). "Os gastos com mão-de-obra fixa e temporária são um grande impacto no orçamento do produtor", disse o presidente do CNC, Maurício Miarelli.
CNC: Preço em outubro não cobria custos
O valor médio pago pela saca de 60 quilos de café ao produtor em outubro de 2006 cresceu apenas 0,8% em relação ao preço praticado em setembro. E o preço pago não cobria os custos de produção, segundo levantamento do CNC (Conselho Nacional do Café) junto a seus associados.
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