CMN votará aumento de verbas para custeio dia 30

A Agência CNA informou que está marcada para o dia 30 de novembro, às 15h, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que deve votar a proposta do Ministério da Agricultura de aumentar a fatia dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinados ao custeio.

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A Agência CNA informou que está marcada para o dia 30 de novembro, às 15h, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que deve votar a proposta do Ministério da Agricultura de aumentar a fatia dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinados ao custeio. Dependendo da decisão final, o limite global pode sair de R$ 250 milhões para R$ 350 milhões.

Segundo o presidente da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, a expectativa do setor produtivo é que o CNM aprove o novo limite. "Esses recursos tem de ser disponibilizados agora, no início das águas, para o produtor fazer os tratos culturais", ressaltou.
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Alencar de Castro Freire
ALENCAR DE CASTRO FREIRE

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 18/11/2006

Os recursos financeiros para socorro da cafeicultura são indispensáveis e chegam em boa hora. Servem, no mínimo, para minimizar os baixos preços pagos aos cafeicultores, em conseqüência principalmente da política cambial. Não havendo a atenção do governo, fica difícil a manutenção da lavoura, em época de baixa produção, de forma a permitir a preservação do cafezal para as colheitas futuras e manter a competitividade brasileira no mercado mundial.

O que deve ser considerado e que está carente de regulamentação, entretanto, é a distribuição do numerário pelas entidades financeiras. Sem respaldo de sindicatos e cooperativas, esquecida ainda pelos representantes do legislativo, a maioria dos produtores, na ponta do sistema, fica a mercê dos analistas de risco, que insistem em oferecer o financiamento para os correntistas que possuem os melhores "saldos médios" em depósito em cada agência. Há casos conhecidos até de beneficiários que são conhecidos aplicadores (em nome próprio ou de terceiros) no mercado financeiro; resolvem assim dois problemas: auferem ganho com os juros recebidos e o gerente aumenta a lucratividade da agência (tudo à custa dos cofres oficiais).

Enquanto isso, o depauperado e desgastado produtor fica na indigência, assistindo os pés de café amarelarem por falta de tratos culturais. Em mais de 40 anos de labuta no meio agrícola, nunca assisti ou tomei conhecimento de alguma medida eficaz para fiscalizar com rigor o exame das propostas e as concessões de financiamento, visando à democratização do crédito rural.