A fim de aumentar as operações e as receitas, a Camil, empresa líder no mercado de vendas de arroz e feijão no varejo, pode abrir novos mercados. Segundo o presidente da marca, Luciano Quartielo, o café está sendo analisado, pois é um segmento que tem sinergia com a organização: "acredito que a companhia está pronta para isso hoje", disse em entrevista ao portal Dinheiro.
Foto: Bruno Lavorato/Café Editora
Em setembro deste ano, a empresa realizou uma Oferta Pública Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês). Na operação, a Camil levantou R$1,32 bilhão com o objetivo de investir em novas aquisições: "a companhia está mais forte. Estamos começando um novo capítulo", disse Quartiero.
Ao que tudo indica, a companhia deve trabalhar na aquisição de líderes do mercado. No setor de café, as principais marcas são: Pilão, da Jacobs Douwe Egberts (JDE), uma multinacional com sede na Holanda, e a meio brasileira, meio israelense, 3Corações. De acordo com o presidente da Camil, o desejo da companhia quando entra em novos segmentos é adquirir o primeiro ou o segundo colocado.
“Nós damos muito valor à marca. Não acredito em entrar no segmento do café para construir uma planta, para tentar fazer uma marca. Acredito que a companhia está pronta para isso [uma aquisição] hoje”, disse Quartiero.
Outro setor estudado pela marca é o de massas prontas e o de farinhas. Conforme o presidente, o risco de investir nesses setores é menor porque eles permitem que a empresa evite custos altos com armazenagem, produção e distribuição: "café, massa e farinha, esses produtos de mercearia seca, fazem todo o sentido para a Camil porque consigo utilizar a mesma distribuição, o mesmo promotor de vendas. Há uma sinergia”, explicou.