Cafeicultores continuam segurando a safra 2006
Os produtores de café do Brasil receberam US$ 139,79 por saca na sexta-feira, a maior cotação desde maio, quando o valor foi de US$ 138, segundo dados do Escritório Carvalhaes. E as perspectivas indicam preços firmes no curto e médio prazo, graças à menor oferta do grão.
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"Certamente estamos em uma boa fase para os preços do café", considerou Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes. Além do preço mais alto em dólar, ele observou que a cotação em reais subiu, apesar de ainda ser inferior ao valor alcançado em maio de 2005, quando o café de boa qualidade atingiu R$ 390. Atualmente, a saca de boa qualidade está cotada em R$ 300.
Hoje, mais capitalizados e com verba federal para custeio, colheita e estocagem, os cafeicultores estão segurando a produção. "Se olharmos o histórico dos preços, os produtores brasileiros estão negociando melhor seu café", afirmou o operador da Fimat Futures, Rodrigo Costa.
Nos últimos 12 meses, as cotações na bolsa de Nova York para o tipo arábica subiram 30,82%, conforme o Valor Data. Em 24 meses, 28,35%. Em Londres, o tipo robusta acumula alta de 35,24% em 12 meses e de 86,75% em 24 meses.
Segundo o diretor-executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Alberto Portugal, cerca de 40% a 45% da safra de café - estimada em 44 milhões de sacas - foram comercializadas. Neste mesmo período dos últimos anos, mais de 60% já tinham sido negociadas, uma vez que os produtores tinham mais pressa para fazer caixa.
É a primeira vez, desde o início da última crise de preços do grão, em 2001, que os cafeicultores têm fôlego para segurar as vendas. Em 2005, quando os preços reagiram, os cafeicultores já tinham vendido boa parte da produção.
As informações são de Mônica Scaramuzzo, do jornal Valor Econômico.
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ESPERA FELIZ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 12/12/2006
Acho também que os cafeicultores deveriam fazer seus custos de produção para saberem a hora certa para vender seu café.