Brasil está preparado para o 4C

"A cafeicultura brasileira, de maneira geral, é muito avançada e moderna. Obedece aos padrões de legislações trabalhistas e ambientais, que exigem boas práticas no campo. O resultado, em muitos casos, são fazendas que não apresentam práticas condenáveis e, portanto, podem ser consideradas como modelos de produção sustentável", diz Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum.

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Durante a Assembléia Geral do 4C, o Instituto Totum, de São Paulo, organismo certificador brasileiro especializado em gestão de programas de qualidade e certificação (é o gerenciador do PQC - Programa de Qualidade do Café da ABIC), apresentou os resultados de um amplo e detalhado trabalho realizado em Minas Gerais e em São Paulo, nos meses de fevereiro e março.

O trabalho teve como objetivo testar os sistemas e modelos de Verificação das propriedades rurais do café criados pelo 4C, e contou com a participação de outros organismos certificadores brasileiros, como a SGS, a RINA e a Fundação Vanzolini, bem como dos técnicos e administradores das cooperativas COOXUPÉ, COCATREL e do CACCER, de Minas Gerais e da COCAPEC, de São Paulo.

Os resultados mostraram que as propriedades visitadas, e que são representativas daquelas regiões, estão dentro dos parâmetros definidos pelo 4C com relação à sustentabilidade e, portanto, prontas para fornecerem cafés em conformidade com o 4C.

"A cafeicultura brasileira, de maneira geral, é muito avançada e moderna. Obedece aos padrões de legislações trabalhistas e ambientais, que exigem boas práticas no campo. O resultado, em muitos casos, são fazendas que não apresentam práticas condenáveis e, portanto, podem ser consideradas como modelos de produção sustentável", diz Fernando Lopes, diretor do Instituto Totum.

A verificação foi conduzida somente por organismos nacionais e pela primeira vez não precisou contar com o acompanhamento dos técnicos internacionais do 4C, o que demonstrou a competência e o preparo das instituições e empresas brasileiras para desenvolverem o trabalho de Verificação e suporte técnico aos produtores. O trabalho mostrou, sobretudo, que a cadeia produtiva brasileira do café está preparada para garantir a oferta gradual e crescente de cafés em conformidade com o 4C. Isto poderá representar uma grande vantagem competitiva para a cafeicultura brasileira, assegurando maiores exportações de cafés com melhor valor agregado e uma oferta adicional de cafés sustentáveis para o mercado interno.
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Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/04/2007

"Isto poderá representar uma grande vantagem competitiva para a cafeicultura brasileira, assegurando maiores exportações de café com maior valor agregado e oferta adicional de cafés sustentáveis para o mercado interno".

Vamos é servir de trampolim para blend de 50% arábica e de 50% conillon para o mundo poder beber um café barato.

Será que nenhuma liderança do setor de produção consegue enxergar isso?