Baixo preço faz cafeicultor segurar safra colhida

No sul de Minas e no Cerrado Mineiro - principais regiões produtoras - já foram colhidas cerca de 60% de uma produção estimada em 6,19 milhões sacas. No entanto, "o produtor está segurando o café, está passando até fome, mas está deixando de vendê-lo porque o custo de produção em R$ 300 não é coberto pelo preço da saca em R$ 234,00", disse o engenheiro agrônomo da Cooperativa Minas Sul, Gustavo Rennó Almeida.

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No sul de Minas e no Cerrado Mineiro - principais regiões produtoras - já foram colhidas cerca de 60% de uma produção estimada em 6,19 milhões sacas, segundo a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Vargínia. Na região de Guaxupé, área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) foi colhida metade da produção, prevista em 4,57 milhões de sacas. Mas os cafeicultores estão retendo os grãos por avaliarem que o preço oferecido é "insatisfatório".

O mercado quer pagar R$ 230 a saca e o vendedor quer entre R$ 235 a 240 a saca. "O produtor está segurando o café, está passando até fome, mas está deixando de vendê-lo porque o custo de produção em R$ 300 não é coberto pelo preço da saca em R$ 234,00", disse o engenheiro agrônomo da Cooperativa Minas Sul, Gustavo Rennó Almeida.

Além do dólar depreciado, os custos de produção subiram 38,18%, puxados pela alta dos fertilizantes e do salário-mínimo. As informações são de Viviane Monteiro, da Gazeta Mercantil.
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Rafael Altoe Falqueto
RAFAEL ALTOE FALQUETO

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/07/2007

Parabéns, Gustavo!

É preciso mesmo falar a verdade e fazer calar quem não tem a mí­nima noção das dificuldades práticas que enfrentamos diariamente (técnicos e produtores). Apoio sua opinião.
Claudio Guedes Fernandes
CLAUDIO GUEDES FERNANDES

RIBEIRÃO DO LARGO - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/07/2007

Há uma enorme crise de comunicação no Brasil. Veículos que antes eram éticos e comprometidos com a qualidade do jornalismo que produziam, passaram a brigar pelo minúsculo e avarento mercado publicitário nacional depreciando seu produto.

Jornalistas, em sua grande maioria, despreparados, escrevem condicionados por motivos que pouco tem a ver com a prática e a ética da comunicação social, auxiiados por editorias alienadas pelo eterno medo do assédio moral do patrão.

O sensacionalismo e a ideologia virou a base da notícia, não o contexto do fato e a crítica esclarecida. Lembro-me de um slogan da época da ditadura que se aplicaria muito bem ao momento atual: "não compre jornais, minta você mesmo."

CG Fernandes (Designer)
Gustavo Rennó Reis Almeida
GUSTAVO RENNÓ REIS ALMEIDA

VARGINHA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/07/2007

Informação falsa e sensacionalista.

No dia 05 de julho uma reporter da Gazeta Mercantil, entrou em contato no Departamento Técnico Minasul e falou comigo. Ela estava notoriamente com dificuldades em montar uma reportagem e me abordou com uma séries de perguntas sobre a cafeicultura na região de Varginha, como não tinha muitos dados isolados, passei dados oficiais (Conab) da região sul e centro oeste de Minas Gerais.

Não satisfeita, me abordou demasiadamente sobre o que poderia estar ocorrendo de ruim na cafeicultura. Passei dados de problemas climáticos na região. Ainda não satisfeita, perguntou sobre a rentabilidade do cafeicultor.

Passei dados de custo de produção. Deixei bem claro o que eram os dados oficiais e dados não oficiais, ou seja, o que era publicável e não publicável. Depois de uma longa e cansativa conversa, devido à insistência da reporter por coletar dados que nem ela sabia o que queria, a não ser informações catastróficas, me publicam no dia seguinte a reportagem "Produtor retem café em plena colheita" com um grande peso sensacionalista e informações numéricas não oficiais.

A Gazeta Mercantil acredito ser um jornal sério e de grande importância, mas estou decepcionado com o despreparo da reportagem.

Eng. Agr. MSc. Gustavo Rennó Reis Almeida