Baixo preço faz cafeicultor segurar safra colhida
No sul de Minas e no Cerrado Mineiro - principais regiões produtoras - já foram colhidas cerca de 60% de uma produção estimada em 6,19 milhões sacas. No entanto, "o produtor está segurando o café, está passando até fome, mas está deixando de vendê-lo porque o custo de produção em R$ 300 não é coberto pelo preço da saca em R$ 234,00", disse o engenheiro agrônomo da Cooperativa Minas Sul, Gustavo Rennó Almeida.
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O mercado quer pagar R$ 230 a saca e o vendedor quer entre R$ 235 a 240 a saca. "O produtor está segurando o café, está passando até fome, mas está deixando de vendê-lo porque o custo de produção em R$ 300 não é coberto pelo preço da saca em R$ 234,00", disse o engenheiro agrônomo da Cooperativa Minas Sul, Gustavo Rennó Almeida.
Além do dólar depreciado, os custos de produção subiram 38,18%, puxados pela alta dos fertilizantes e do salário-mínimo. As informações são de Viviane Monteiro, da Gazeta Mercantil.
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VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 16/07/2007
É preciso mesmo falar a verdade e fazer calar quem não tem a mínima noção das dificuldades práticas que enfrentamos diariamente (técnicos e produtores). Apoio sua opinião.
RIBEIRÃO DO LARGO - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 10/07/2007
Jornalistas, em sua grande maioria, despreparados, escrevem condicionados por motivos que pouco tem a ver com a prática e a ética da comunicação social, auxiiados por editorias alienadas pelo eterno medo do assédio moral do patrão.
O sensacionalismo e a ideologia virou a base da notícia, não o contexto do fato e a crítica esclarecida. Lembro-me de um slogan da época da ditadura que se aplicaria muito bem ao momento atual: "não compre jornais, minta você mesmo."
CG Fernandes (Designer)

VARGINHA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 09/07/2007
No dia 05 de julho uma reporter da Gazeta Mercantil, entrou em contato no Departamento Técnico Minasul e falou comigo. Ela estava notoriamente com dificuldades em montar uma reportagem e me abordou com uma séries de perguntas sobre a cafeicultura na região de Varginha, como não tinha muitos dados isolados, passei dados oficiais (Conab) da região sul e centro oeste de Minas Gerais.
Não satisfeita, me abordou demasiadamente sobre o que poderia estar ocorrendo de ruim na cafeicultura. Passei dados de problemas climáticos na região. Ainda não satisfeita, perguntou sobre a rentabilidade do cafeicultor.
Passei dados de custo de produção. Deixei bem claro o que eram os dados oficiais e dados não oficiais, ou seja, o que era publicável e não publicável. Depois de uma longa e cansativa conversa, devido à insistência da reporter por coletar dados que nem ela sabia o que queria, a não ser informações catastróficas, me publicam no dia seguinte a reportagem "Produtor retem café em plena colheita" com um grande peso sensacionalista e informações numéricas não oficiais.
A Gazeta Mercantil acredito ser um jornal sério e de grande importância, mas estou decepcionado com o despreparo da reportagem.
Eng. Agr. MSc. Gustavo Rennó Reis Almeida