Entretanto, em função da baixa oferta mundial de cafés de melhor qualidade, estoques baixos e problemas com produção em diversos países produtores, os preços começaram subir e em junho o indicador Cepea/Esalq do arábica ultrapassou R$ 300,00/ saca, sendo cotado a R$ 304,45. Desde então os preços têm se mantido entre os maiores da história.
Até então, o preço recorde do indicador foi R$ 345,10/saca, cotação registrada na última terça-feira (26).
Com uma boa florada no Brasil, já se ouvia falar que os preços cairiam. Realmente registraram quedas consecutivas na segunda quinzena de setembro e início de outubro, porém voltaram a subir diante a expectativa que a safra 2011 pode ser prejudicada pela seca que atingiu as regiões produtoras brasileiras, fazendo com que a umidade do solo não seja suficiente para o bom desenvolvimento e enchimento dos grãos. Países como Costa Rica, Vietnã e Colômbia também enfrentam dificuldades.
A oferta de cafés de qualidade segue restrita e os estoques a níveis baixíssimos. Muito bem lembrado por Eduardo Carvalhaes, o mercado não é feito só de cafés finos.
Como está o mercado na sua região? Acredita que ainda há espaço para novas altas?
Natália Fernandes, Equipe CaféPoint
