Até onde vai o preço da saca de café?

Em junho o indicador Cepea/Esalq do arábica ultrapassou R$ 300,00/ saca. Desde então os preços têm se mantido entre os maiores da história, atingindo R$ 345,10/saca nesta terça-feira (26). Acredita que ainda há espaço para novas altas?

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Em 2010, o mercado de café mudou em relação aos anos anteriores, em que geralmente os preços caiam em período de safra brasileira.

Entretanto, em função da baixa oferta mundial de cafés de melhor qualidade, estoques baixos e problemas com produção em diversos países produtores, os preços começaram subir e em junho o indicador Cepea/Esalq do arábica ultrapassou R$ 300,00/ saca, sendo cotado a R$ 304,45. Desde então os preços têm se mantido entre os maiores da história.

Até então, o preço recorde do indicador foi R$ 345,10/saca, cotação registrada na última terça-feira (26).

Figura 1

Com uma boa florada no Brasil, já se ouvia falar que os preços cairiam. Realmente registraram quedas consecutivas na segunda quinzena de setembro e início de outubro, porém voltaram a subir diante a expectativa que a safra 2011 pode ser prejudicada pela seca que atingiu as regiões produtoras brasileiras, fazendo com que a umidade do solo não seja suficiente para o bom desenvolvimento e enchimento dos grãos. Países como Costa Rica, Vietnã e Colômbia também enfrentam dificuldades.

A oferta de cafés de qualidade segue restrita e os estoques a níveis baixíssimos. Muito bem lembrado por Eduardo Carvalhaes, o mercado não é feito só de cafés finos.

Como está o mercado na sua região? Acredita que ainda há espaço para novas altas?

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint
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Gustavo Coli Azevedo
GUSTAVO COLI AZEVEDO

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 05/11/2010

Existem dois cenários no atual mercado de café, em minha opinião. O 1º é o cenário que reflete a escassez de cafés finos no mercado mundial (baixos estoques em NY, problemas de produção na Colômbia e uma péssima safra 2009/10 no Brasil, muito embora a safra corrente seja ao contrário e apresente boa qualidade) e uma grande demanda desse mesmo café, uma vez que os tomadores têm receio em encontrar maiores dificuldades para comprar cafés finos em um médio ou breve futuro. É importante frisar, que o mercado é realmente bom para tais cafés, já que podemos ver que a diferença de preço entre um café duro e um café rio é enorme. Dito isso, temos um cenário de tendência altista. No entanto, na contra mão desta realidade, temos visto uma boa florada no Brasil, principalmente se tratando do Sul de Minas, que é peça chave na safra de cafés de boa qualidade.É claro que isso é apenas uma primeira impressão de boa safra (apesar de 2011 ser um ano de baixa produção). Como foi comentado acima, realmente, existe uma desfolha razoável em virturde das boas produções deste ano e provavelmente, veremos uma menor sobrevivência de frutos do que o normal.Além disso, teremos que contar com um clima favorável daqui em diante para pensarmos em uma razoável safra para 2011/12. O que favorece uma boa safra de qualidade já, foi a uniformidade da florada. Ainda nesse cenário pessimista, temos uma leve recuperação da safra colombiana,uma safra vietnamita similar ao ano que antecede a que será colhida agora e provavelmente, algum bom estoque nas mãos de tradings. Sendo assim, diria que o mercado é ainda indefinido e acredito em algumas realizações de lucro.

Sds.
Edson Seidi Koshiba - Pleno Corretora - Patrocinio
EDSON SEIDI KOSHIBA - PLENO CORRETORA - PATROCINIO

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - TRADER

EM 05/11/2010

Natália parabéns pela sujestão do debate pois o preço de café é uma das coisas que mais interessam tanto pela parte compradora como pela parte vendedora (produtores). O mercado de café realmente é imprevisível visto que no ano passado com uma safra pequena, com problemas de qualidade por causa das chuvas na época da colheita e custos altos dos insumos (adubos a R$ 1.400,00 a tonelada) os preços na época da colheita (junho, julho e agosto/2009) oscilaram entre R$ 240,00 a R$ 270,00 para os cafés finos com até 20% catação. Muitos produtores fizeram vendas futuras (CPR, troca por insumo e vendas normais b/c, tipo 6) entre Outubro/2009 a Fevereiro/2010 variando os preços entre R$ 270,00 a R$ 300,00 prevendo uma grande safra para 2010/11 e com custos menores, pois adubos estavam em torno de R$ 800,00 a tonelada contra R$ 1.400,00 no ano passado. Para ajudar nesse pensamento, em um ano de safra pequena normalmente a colheita fica mais cara (saca de 60,5 kg) do que no ano de safra grande. Enfim, para safra 2010/11 muitos acreditavam que os preços poderiam variar em torno de R$ 220,00 a R$ 250,00 então vendas com preços variando de R$ 280,00 a R$ 300,00 seria bom negócio. Erraram todos... Em plena colheita da safra 2010/11 aqui no Brasil os preços dispararam de R$ 260,00 para R$ 300,00 e agora com o início da colheita da América Central e também de outros países produtores, muitos analistas de mercado esperavam um volume maior de ofertas de cafés finos e diante disso uma queda nas cotações. Erramos novamente pois o mercado pulou de R$ 300,00 para R$ 350,00 em poucos dias. Diante disso acredito que "o céu é o limite" pois todas as previsões e análizes de baixas ficaram por água abaixo. Tenho somente uma certeza pelo menos aqui em nossa região do cerrado mineiro, que os produtores estão aproveitando o bom momento do mercado e fazendo as médias das vendas para cima. Os produtores estão colocando a casa em dia e ficando com o mínimo de dívidas possíveis para não se apertarem conforme o ano de 2002/03 onde todos passaram um grande aperto financeiro por causa dos baixos preços praticados naquela época. Dizem que o ser humano tem memória curta mas quando dói no bolso não esquecemos dessa dor tão facilmente. Fica aqui minha opinião... Cuidado com o mercado de café pois é imprevisível. O mercado não é um foguete que só sobe e também não é um escorregador que só desce. Ele anda em escalas (sobe e desce com suas oscilações variando conforme fatores gráficos e fundamentais). Aos produtores que aproveitem o mercado e os bons preços. Aos compradores que comprem cafés finos conforme suas necessidades pois a oferta ainda é curta.
Samuel Henrique Fornari
SAMUEL HENRIQUE FORNARI

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 04/11/2010

Com toda essa alta hoje( 1000 pontos), cooxupé pagando 333 num tipo6 com 15%.........sacanagem!!!!!
Alguém sabe me dizer pq ta acontecendo isso??
bruno jose alves
BRUNO JOSE ALVES

CAPUTIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/11/2010

Muito bem analizado pelo colega Carlos Eduardo, o qual tive a oportunidade de conhecer durante minha formação profissional, sobre a atual situação de preços e as tendências do mercado de café. Só para reforçar sua colocação sobre cafés de qualidade, esse ano devido aos problemas de estiagem enfrentados nos meses de janeiro e fevereiro em nossa região apenas 10% da nossa produção foi de cafés do tipo CD e mesmo esses tiveram desvalorização devido à pequena percentagem das peneiras 16 e acima, sendo vendidos na época, já que não pude esperar para vendor agora a 300 reais. 15% foram de cafés de varrição cuja cotação é de 180 reais. O restante foi café duro/riado/rio, com baixa percentagem de peneiras 16 e acima, catação entre 25 e 30%, podendo chegar a 40% nos bóias. Enquanto os CD atingem hoje cotações que chegam a 430 reias (porque ninguém tem!) quanto está sendo vendidos os cafés duro/riado/rio que representam 75% da produção? 240-245 reais quando acha comprador. Aí vem os analistas dizendo em preços históricos, tendências de baixa nos preços, aumento da renda. Ora, eles deveriam entrevistar produtores das várias regiões produtores para conhecerem melhor a realidade no campo. O mercado não é composto apenas pelos cafés CD e duro, como disse o prezado Carlos Eduardo. Porque então a cotação dos outros tipos também não tiveram valorização? Nessa mesma época o ano passado, as cotações para esses outros cafés eram praticamente as mesmas. O que eu vejo desse cenário e que os preços estão bons, mas apenas para os cafés de melhor qualidade. E até quando? Será que o caminho é produzir café de qualidade? Me lembro bem que em situação parecida a poucos anos atrás, a diferença de preço entre os melhores cafés duros e os riados que chegou 50% logo em seguida voltou para algo em torno de 20%. Então amigos produtores é bom cada um analisar bem a situação do mercado e a situação pessoal como produtor para poder tomar as decisões certas. Concordando mais uma vez com Carlos Eduardo acredito que o primordial é tonar mais profissional a produção e diversificar a renda da propriedade. É claro que para quem a vida toda produziu café, não é facil mudar da noite para o dia de atividade. E nem precisa. O que se deve procurar é não depender integralmente do café. E há outras atividades que podem ser correlacionadas com a cafeicultura, como a bovinocultura, a silvicultura, dentre outras. Espero ter contribuído com os amigos, e como diria o brilhante João Batista Olivi, "que a força do campo permanece conosco".
Luis Henrique Peloso
LUIS HENRIQUE PELOSO

CAMPOS GERAIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/11/2010

Análise fantástica sobre o mercado de café do pesquisador Carlos Eduardo de Andrade. Penso comigo que todos os produtores que tiverem acesso a ela deviam fazer uma cópia e distribuir ou enviar aos colegas produtores, para que façam da mesma leitura obrigatória de todos os dias antes de começar os trabalhos.
Samuel Henrique Fornari
SAMUEL HENRIQUE FORNARI

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 02/11/2010

Parabéns pelas colocações Carlos Eduardo de Andrade.
Realmente é muito dificil prever qualquer coisa, estamos com o açucar batendo máximas históricas, quase todas as commodities, não em máximas históricas, mas no mesmo sentido de um forte processso de alta, uma guerra cambial em andamento e o final disso tudo é muito dificil de se prever.
Pouco tempo atras colocamos este cenário no pós crise, que estavam matando quem produz, que o dolar perderia força pela impressão da moeda americana na tentativa de reativar a economia, que no caso do café, não teríamos impacto no consumo. Pois bem, este cenário acabou atrasando um pouco devido a crise Européia, mas chegou.
De agora em diante, deixando a paixão e a emoção um pouco de lado, faço de suas palavras finais as minhas também. Comercialização escalonada,e até mesmo pra quem ja vendeu tudo, tem a oportunidade de ir garantindo um preço razoavel também para o ano que vem. Garantir preço de parte da produção, também de forma escalonada, pode ser uma boa alternativa. Até porque as cooperativas não estão repassando as recentes altas aos produtores. Tomar dinheiro emprestado, pagar juros, para segurar café, pode ser muito arriscado. Muita gente acha que não vender café a 330/340 em setembro/outubro, pegar financiamento e vender a 370 em março/abril/maio é um bom negócio. Se colocar na ponta do lapis não é bem assim, é juros pagos contra juros recebidos, enfim, uma operação de risco.

Saudações
Felipe Rodrigues Paiva
FELIPE RODRIGUES PAIVA

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 01/11/2010

Cafe e como futebol todos dao palpite mas ninguem sabe nada. Nos produtres sabemos produzir mas nao sabemos ganhar dinheiro, pois quem poe preço em nossos produtos não somos nós.
José Adauto de Almeida
JOSÉ ADAUTO DE ALMEIDA

MARUMBI - PARANÁ - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ

EM 30/10/2010

Carlos Eduardo, no ditado popular : - " você matou a pau".
Acertar o pico de preço do café e vender é tão fácil quanto acertar na megasena. Quantas e quantas vezes a conjuntura indicava que o preço ia subir e...caía...caía. "Cai de elevador e iniciava a volta pela escada".
wagner pimentel
WAGNER PIMENTEL

MANHUAÇU - MINAS GERAIS - TRADER

EM 29/10/2010

Bom sennhores o debate realmente é importante ,mas o que realmente é necessário é saber exatamente o quanto colhemos sem numeros divergentes entre varias entidades, ter uma politica para que o mercado nao manipule ao seu bel prazer.
O debate se teremos precos acima da decada 70, 80, ou 90, nao é realmente importante , o que é importante é saber que estamos em um novo cenario de economia mundial , um novo cenario de producao um novo cenario de consumo e cabe a nos produtores administrar este cenario para que nao haja um plantio desenfreado para que este noco ciclo de alta se perdure por um tempo maoir e nao caiamos novamente em um ciclo de baixa que deixou a classe desanimada e com vontade de mudar de ramo.
Particularmente com minhas analises graficas acreditoem um novo topo historico acima de 3.30 cents de dolar libra peso.
wagner pimentel
Carlos Eduardo de Andrade
CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 29/10/2010

Fazer uma análise da perspectiva de preço para café não é fácil. Na atualidade, vários são os fatores e viés econômicos que deve ser levado em conta.
Estou em plena concordância com o Eduardo Carvalhaes, quando ele chama a atenção para a evolução da cafeicultura e a evolução dos preços e quando ele diz que os parâmetros e as variáveis são outras e que o Brasil diversificou muito são as opções de investimento em agronegócio atualmente.
Está se fazendo muito alarde quanto a recuperação de preços, mas na verdade não houve essa recuperação.Os preços mais elevados são somente para os cafés de bebida mole e os cerejas descascados, ou seja, os cafés especiais
Desde início deste século o cafeicultor está amargando prejuízos. Outro aspecto é quanto relativamente o produtor de café do Brasil produz de café de alta qualidade em sua propriedade. 70%, 60% ou 50% . Cada produtor consegue uma porcentagem, mas quanto representa a produção de café de alta qualidade a nível de Brasil. Também só falar em qualidade é relativo, há um enorme mercado para café de bebida inferior. O que é qualidade para um pode não ser para outro.
Para se fazer uma análise mais apurada deve-se considerar que o valor do Dólar de hoje não é de forma alguma o mesmo de umas décadas atrás. O custo de produção que vem crescendo ano após ano, tanto em Real quanto em Dólar.
A logística de forma geral também mudou nos últimos anos. Em razão da mudança dela a relação dos exportadores e dos importadores quanto a fazer ou não estocagem também.
Embora os produtos agrícolas seguem a teoria da economia perfeita. Muita alteração houve no mercado. Os Fundos de Pensão na atualidade, tem influência muito maior do que a alguns anos atrás e o fundamento essencial da regra do mercado também mudou.Pensar somente na relação oferta - demanda, já não é suficiente para fazer previsão de preços.
A grande marginalização do campo e com ela uma enorme pressão sobre os que ainda moram no campo, forçando assim uma contínua migração para a cidade é contínua no Brasil.( Exemplo: Quer xingar alguém de burro ou de bobo, no Brasil? Diga: você é da roça...! Veja a legislação ambiental. O povo do campo tem que manter a água dos cursos d água, limpa, para o povo da cidade, encher esses cursos de água, de merda e de vários outros detritos e por aí vai.....)
As informações, tanto de caráter técnico, quanto de mercado são distorcidas. Os dados estatísticos como um todo são muito imprecisos. A informação sobre produção, consumo, exportação, café torrado e moído com milho, café torrado e moído com palha de café, café torrado e moído com açaí não entra na informação estatística. Toda essa imprecisão acaba atendendo aos que mais ganham com o café. Na atualidade os países produtores ficam com 5% a 7% de toda a renda gerada pelo café no mundo. A margem em relação ao que os produtores de café recebem comparativamente com as empresas que comercializam o café diretamente aos consumidores dos países importadores, giram em torno de 10.000%, isso mesmo, 10.000%.
Penso que a velha teoria administrativa não pode ser esquecida de forma alguma.O produtor deve atentar para o planejamento, a organização, a direção e o controle como um todo ao gerenciar sua propriedade.O produtor não deve colocar todos os ovos na mesma cesta. Ele deve diversificar a produção em sua propriedade em pelo menos três atividades. Penso que talvez seja até conveniente diminuir a área existente com café na propriedade e melhorar a tecnologia de produção e por conseqüência aumentar a produtividade e a qualidade do café produzido. O produtor deve ser o mais profissional possível.
O produtor deve pensar sua produção como um negócio e se capacitar para tal. Não existe nenhum analista que sabe quando será o pico de preço e nem o ponto mais baixo de preço. Há bem mais facilidade de se manipular informação do que se imagina e na cadeia de produção, quem menos entende sobre o mercado são os produtores. Quanto a diminuir os riscos de se perder o momento de se fazer a comercialização a sugestão é de parcelar a comercialização.
Até a próxima.....!!!
Celso Luis Rodrigues Vegro
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/10/2010

Prezado Humberto
Que bom que temos concordâncias e discorâncias. Nas discordâncias sobre os picos de preços veja, minha ênfase deve ser relativizada nos seguintes moldes: as maiores cotações já vistas nessa geração que passou a lidar com café. Não supera as das décadas de 80 e 70 mas dentro de nossa experiência de vida (creio que a sua idem) são e serão desde já as maiores.
Relativizando acho que o meu argumento passa a ser mais inteligível. Agora, não perca meu próximo artigo quando o mito das continhas virá terra abaixo, assim penso eu!
Abçs
Celso Vegro
Humberto Soares
HUMBERTO SOARES

AIMORÉS - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 29/10/2010

Como já registrei aqui por diversas vezes nos últimos meses, teremos preços para o CD acima de R$ 750,00 e os naturais acima de R$ 600,00. Além das inúmeras continhas que os principais analistas vivem fazendo para usar uma afirmação de Vegro, temos uma grande confusão monetária causada pelo indexador(dólar) de todas as mercadorias. Outro fator importante é "provocar" o cafeicultor que inebriado pela alta lucratividade esqueça os momentos difíceis dos últimos anos e acredite no cenário dos bons preços, aumente a produção através de áreas novas ou melhoria de produtividade. Discordo de Vegro quando diz que teremos os melhores preços de todos os tempos se corrigirmos pelo indexador hoje atingimos valores na década de 70(1977) e 80(1985/6) próxima dos US$ 850,00, US$ 700,00 respectivamente, vamos ultrapassar os valores da década de 90(1997) sem dúvida. Se compararmos o poder de compra do café igualmente não temos chance de chegar a estes patamares anteriores neste cenário de outubro/2010.
Celso Luis Rodrigues Vegro
CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/10/2010

Prezada Natália
O debate é importante e creio que temos que realmente construir cenários para essa questão dos preços pois é a partir dessas possibilidades alternativas que os cafeicultores poderão tomar suas decisões produtivas.
Creio que o último trimestre desse ano e o primeiro do ano que vem traram as melhores cotações para o café arábica de todos os tempos. E esse fenômeno ao contrário do que possa parecer não decorre das simplórias continhas que os principais analistas vivem fazendo para justificar suas posições. Meu argumento vai em sentido oposto, mas por ora não o exibirei aqui. Fica reservado para meu artigo de novembro. Atenção leitores, aguardem o que esse estranho pesquisador terá por dizer.
Abçs
Celso Vegro
Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 28/10/2010

Acesse :

http://sincal.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1410:opiniao-atencao-cafeicultor-os-precos-ja-estao-no-teto-maximo--por-arnaldo-reis-caldeira-junior&catid=1:noticias-ultimas&Itemid=6

A verdade é que a boa florada reflete a criação de frutos e de folhas; Sem folhas não existe frutos. Como saimos de uma grande safra e as lavouras sem folhas, vingará grande em parte em folhas, para preparação da àrvore cafeeira, para a safra / produção que será colhida em 2012.
Assim ANO QUE VEM realmente não terá café.

Outro artigo interessante é :

http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=26624

Saudações.
ELI VALERA NABANETE
ELI VALERA NABANETE

MARUMBI - PARANÁ

EM 27/10/2010

Não entendo como o mercado de cafe se comporta no Parana (Londrina) especificamente,pois sendo polo de cafes de qualidade os preços aqui praticados são muito menores com relaçao a outros estados,além do que não há compradores. Alguem poderia me auxiliar no entendimento?

Grato
ELI VALERA NABANETE
MAX ANDERSON PREZOTTI
MAX ANDERSON PREZOTTI

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/10/2010

Aqui no Norte do Espírito Santo produzimos o café conilon e o seu valor esta desanimador, estamos atravessando mais uma forte seca, estamos adubando aquem da necessidade e os demais tratos culturais estão também a desejar devido a falta de capital. Já vendemos café a 220,00 a saca a pouco mais de 1 ano e agora o valor esta em 155,00. Estamos muito desvalorizados e tenho a certeza que o resultado disso será a falta de café a médio prazo. A roça esta virando coisa de velhos entusiasmados que teimam em se manter no negócio, mais por paixão do que por razão. Em seus filhos predomina a razão e por isso estão trocando o campo pela cidade.
antonio carlos prado bartholomei
ANTONIO CARLOS PRADO BARTHOLOMEI

JACUTINGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 27/10/2010

Sou produtor de café sofrido como os companheiros que abraçaram esta atividade. Na ultima safra, produzimos pela primeira vez o CD.
Foi um ano dificil, dada as várias floradas. Pergunto, como funciona este mercado ainda engatinhando. Devemos aguardar para vender, ou o CD é regido por um mercado distinto dos cafés naturais? Desde já agradeço, e parabens pelo canal que nos assiste atraves das informaçoes confiáveis que nos são passadas.