Boletim Carvalhaes: Mercado de café sente queda nas exportações e pressão da nova safra brasileira

Com embarques em queda no ano-safra 2025/26, o mercado de café reage ao avanço da colheita no Brasil e a um cenário global mais estável, pressionando as cotações nas bolsas internacionais

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou, na segunda (13), que no mês de março foram embarcadas 3.039.876 sacas de 60 kg de café, 7,8% (258.373 sacas) a menos que as 3.298.249 sacas embarcadas em março de 2025 e 15,4% (406.388 sacas) a mais que o embarcado no mês de fevereiro de 2026.

O Boletim Carvalhaes que circulou na sexta (17) informou que, até o último mês de março, o Brasil embarcou, no ano-safra 2025/2026 (julho de 2025 a junho de 2026), 29.093.456 sacas de 60 kg. “Somam 21,2% (7.824.470 sacas) a menos que as 36.917.926 sacas embarcadas no mesmo período do ano-safra anterior (julho de 2024 a março de 2025). Nos embarques de arábica, a queda foi de 17,35% (4.841.307 sacas). Colocamos a bordo 23.058.963 sacas de arábica, contra 27.900.270 sacas no mesmo período do ano-safra anterior”, noticiou.

O informativo também pontuou que, em mais uma semana em que trabalharam com fortes oscilações diárias, os contratos de café na ICE Futures US, em NY, e na ICE Europe, em Londres, fecharam em alta nos três primeiros dias da semana passada e em queda na quinta e na sexta (16 e 17), pressionados por seguidas informações e fotos sobre o início dos trabalhos de colheita no Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, e por um ambiente mais calmo na economia mundial, com as notícias sobre a possível reabertura do estreito de Ormuz – que se concretizou na sexta (17) após o cessar fogo entre Israel e Líbano. “O petróleo caiu abaixo do patamar dos US$ 90 pela primeira vez desde o último dia 11 de março. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo estreito de Ormuz”, destacou.

Os contratos de arábica em Nova Iorque encerraram a sexta (17) com quedas expressivas. Os de robusta em Londres terminaram o pregão com perdas mais moderadas.

Contratos de arábica

Na ICE Futures US, os contratos de arábica para maio próximo oscilaram, na sexta (17), 1.015 pontos entre a máxima e a mínima, batendo, na máxima do dia, em US$ 2,9850 por libra peso, alta de 65 pontos. Encerraram a sexta (17) valendo US$ 2,8930 por libra peso, queda de 715 pontos (2,56%). Na quinta (16), caíram 780 pontos (2,56%) e, na quarta (15), subiram 160 pontos (0,53%). Em março, esses contratos somaram alta de 1.760 pontos (6,27%). 

Contratos de robusta

Na ICE Europe, os contratos de robusta para maio próximo bateram, na máxima de sexta (17), em US$ 3.471 por tonelada, queda de US$ 3. Fecharam o pregão a US$ 3.388, com perdas de US$ 86 (2,47%). Na quinta (16) caíram US$ 54 (1,53%) e, na quarta (15), subiram US$ 70 (2,02%). Em março somaram queda de US$ 131 (3,61%). 

Contratos futuros em R$

Em reais por saca, os contratos para maio próximo na ICE Futures US fecharam a sexta (17) valendo R$ 1.906,92. Encerraram a última sexta (10) a R$ 1.989,63 e a sexta anterior a ela (3) a R$ 2.016,30.

Mercado físico brasileiro

O mercado físico brasileiro de arábica apresentou volume baixo de negócios fechados durante toda a semana. O mercado físico de conilon continua apresentando um número mais expressivo de negócios fechados. Há interesse comprador para todos os padrões de café.

Embarques

Até dia 17, os embarques de abril estavam em 1.020.685 sacas de arábica, 246.860 sacas de conilon, mais 123.246 sacas de solúvel, totalizando 1.390.791 sacas embarcadas, contra 1.173.855 sacas no mesmo dia de março. Até o mesmo dia 17, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 1.749.801 sacas, contra 1.449.334 sacas no mesmo dia do mês anterior.

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