Agronegócio do café apresenta plano ao governador de Minas Gerais

Representantes da cadeia produtiva do café estiveram reunidos hoje com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para apresentar o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Economia Cafeeira (Pedec).

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Representantes da cadeia produtiva do café estiveram reunidos hoje, 25/7, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para apresentar o Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Economia Cafeeira (Pedec). O documento foi elaborado pelo Conselho Nacional do Café (CNC), com o apoio da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e deverá servir de base para a implantação das políticas para o setor para os próximos anos.

"É um avanço importante pensar a cafeicultura estrategicamente", diz Maurício Miarelli, presidente do CNC. O café é o primeiro segmento do agronegócio a entregar ao governo um plano com políticas para o setor. Financiado pelo CNC, o estudo ouviu mais de 40 representantes da cadeia do agronegócio do café, incluindo o setor produtivo, indústrias, exportadores, governo, parlamentares, instituições de pesquisa e analistas de mercado. O documento foi discutido pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que decidiu criar um grupo de trabalho para detalhar as propostas.

No encontro, o setor produtivo solicitou ainda que o governador intercedesse junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que fossem anunciadas medidas de sustentação de preço para o café. Aécio Neves prometeu solicitar amanhã, 26/7, num encontro que terá com o presidente Lula, uma reunião com os representantes do café, governadores dos estados produtores e governo federal para avaliar medidas para o setor. "Faço isso com a responsabilidade de ser o governador do maior estado produtor de café", disse Aécio Neves.

PEDEC

As estimativas de mercado apontam para uma necessidade de 53 milhões de sacas de café para os próximos 10 anos se o Brasil continuar com os atuais índices de crescimento de mercado interno (3% ao ano) e parcela no mercado mundial (30%). Por isso, o principal objetivo do plano é assegurar renda ao produtor, de modo que ele possa fazer os investimentos necessários ao aumento da produtividade.

O Pedec indica que é preciso concluir o mapeamento do parque cafeeiro, aprimorar o sistema de previsão de safra e ordenar a oferta, por meio do lançamento de programas de opções, aliados às linhas de financiamento. Na avaliação do setor, é necessário investir na capacitação de produtores, cooperativas, indústrias e exportadores para operar nas bolsas de mercadoria, reduzir as taxas de juros de financiamento e implantar um seguro de produção.

Outra proposta do documento é a modificação do CDPC e do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que poderia transformar-se, legalmente, em algo como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tem mais independência administrativa e financeira. O documento também levanta a necessidade de aprofundar a discussão sobre o drawback, barreiras tarifárias e não-tarifárias e sobre o "Custo Brasil", e de se trabalhar para viabilizar a entrega do produto brasileiro na Bolsa de Nova York.

Fonte:Assessoria de Imprensa do CNC
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