3D da cafeicultura 2010: melhores cafés ao consumidor
Com a criação de mais concursos de qualidade e maior valorização dos cafés finos, a qualidade dos cafés oferecidos ao consumidor tem melhorado. A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo continue apresentando taxas de crescimento de 15% ao ano.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Foram identificados 8 grandes desafios. São eles:
- Competitividade
- Sustentabilidade
- Marketing
- Aumento do consumo interno
- Melhoria continua da qualidade do café oferecido aos consumidores
- Dar voz aos atores sociais
- Aproximar academia e setor produtivo
- Cenário de câmbio desfavorável ou Real valorizado
A qualidade dos cafés oferecidos ao consumidor teve melhora em 2010?
Esse desafio está relacionado com o desafio anterior: aumento de consumo interno. O Brasil tem avançado muito na melhoria da qualidade de seus cafés.
A cada ano mais regiões produtoras organizam concursos de qualidade e mais produtores se sentem motivados a melhorar sua produção objetivando melhores prêmios.
Esse é um dos motivos que a Bolsa de Nova York aceitou incluir o café brasileiro em suas negociações futuras. Para o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Silva, a inclusão do café arábica brasileiro na bolsa de NY significará uma melhoria da qualidade da produção nacional a médio e longo prazos.
Para Sílvio Leite, coordenador do 11º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence 2010, presidente da Agricoffee e conceituado juiz internacional, o caminho que os produtores brasileiros trilham tem dado muito retorno. "Isso é observado em conversa com os jurados, que ficaram muito impressionados com o avanço da qualidade que o café produzido no Brasil apresenta ano a ano", destaca. Certamente, o nosso país cada vez mais se consolida como produtor de cafés de qualidade excepcional.
O presidente da BSCA, Túlio Junqueira, anotou que, neste ano, a prova da excepcional qualidade dos cafés do Brasil ficou mais evidente, uma vez que, dos 31 vencedores (entre 47 classificados à fase final) do Cup of Excellence, cinco lotes se sobressaíram em relação aos demais, recebendo notas superiores a 90 pontos e sendo considerados CAFÉS PRESIDENCIAIS.
A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo continue apresentando taxas de crescimento de 15% ao ano.
Outra iniciativa em prol da melhoria da qualidade dos cafés brasileiros foi a criação da Instrução Normativa 16 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A Instrução Normativa 16 estabelece um padrão mínimo de qualidade para café torrado e moído brasileiro. De acordo com a normativa já aprovada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em 24 de maio, a partir de fevereiro de 2011 o Regulamento Técnico passa a definir o padrão oficial de classificação do produto, considerando os requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou rotulagem. Sendo assim, os cafés deverão ter qualidade global mínima, igual ou superior a 4 pontos, em uma escala de zero a dez. A classificação será feita por análise sensorial de bebida.
Além disso, apenas será aceita comercialização de café com até 1% de impurezas, que correspondem a cascas, paus e matérias estranhas que não café e nível de umidade de até 5%.Se o café tiver fora desse padrão será considerado fora de tipo e proibido de ser comercializado.
Entretanto, envolvidos no setor acreditam que a análise sensorial é muito subjetiva e pessoal, podendo acarretar em prejuízos injustos para os industriais.
Após muitas reclamações o governo suspendeu por 6 meses a exigência em relação a análise sensorial de bebida.
Como você avalia o desempenho desse desafio em 2010? Como pode melhorar ainda mais em 2011?
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