2007: mesma receita, com menor volume exportado
O volume de café exportado pelo Brasil deve recuar no ano que vem por conta da menor colheita no país, mas o faturamento pode se manter no patamar de 2006 ou mesmo superá-lo, dependendo da evolução das cotações.
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De acordo com o diretor-executivo da entidade, Guilherme Braga, o volume de embarques deve recuar no ano que vem por conta da menor colheita no país, mas o faturamento pode se manter no patamar de 2006 ou mesmo superá-lo, dependendo da evolução das cotações.
Para chegar a essa conclusão, Braga baseia-se nos preços médios da saca de 60 quilos do grão nos últimos anos. Em 2005, o valor médio da saca exportada ficou em US$ 111. Neste ano de 2006, registrou um salto de 9,2%, para US$ 120. Para 2007, a cotação média da saca de 60 quilos exportada pode chegar a US$ 132 - um aumento médio de 10%.
Os países importadores compram de fora cerca de 88 milhões de sacas e a expectativa é que a demanda siga aquecida, dando suporte aos preços. O Brasil, que responde por 31% das exportações mundiais, deverá manter sua fatia em 2007, mesmo com menor volume de vendas.
Rodrigo Costa, da Fimat Futures, ressalva que as cotações do grão poderão começar a inverter a mão e a cair no segundo semestre de 2007, quando o mercado começará a ficar mais atento às projeções para a produção brasileira na safra 2008/09. Mas, se confirmada a tendência de retração, a receita com as exportações não deverá ser afetada por conta dos contratos fechados antecipadamente.
As informações são de Mônica Scaramuzzo, do Valor Econômico.
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