2006: receita com exportação de solúvel 5,7% maior

Apesar do volume 12% menor, a receita cambial obtida com exportação de café solúvel brasileiro apresentou elevação de 5,7% em 2006, em relação ao ano anterior. As indústrias faturaram US$ 383,147 milhões, contra US$ 362,638 milhões, em 2005, conforme relatório divulgado, ontem, 29/1, pela Secretaria de Produção e Comercialização, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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Apesar do volume 12% menor, a receita cambial obtida com exportação de café solúvel brasileiro apresentou elevação de 5,7% em 2006, em relação ao ano anterior. As indústrias faturaram US$ 383,147 milhões, contra US$ 362,638 milhões, em 2005, conforme relatório divulgado, ontem, 29/1, pela Secretaria de Produção e Comercialização, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O País exportou o equivalente a 2,4 milhões de sacas, 12% menos que em 2005. O preço médio foi de 130,33 dólares por saca, 20,0% maior que os 108,61, de 2005, possibilitando a elevação da receita total.

Apesar da retração no volume exportado, que se magnífica, quando comparada com a elevação de 9,2%, obtida na exportação de café verde, houve espaço para aumento do valor agregado pelas indústrias de solúvel, já que o crescimento de seu preço médio (20,0%) foi mais de três vezes maior que o conseguido pelos exportadores de café verde (6,6%).

Apesar do volume exportado só ter sido maior em dezembro de 2006, frente ao mesmo mês do ano anterior, desde fevereiro, a receita obtida, a cada mês do ano passado, já sobrepujava o valor obtido, no mesmo período de 2005.

Figura 1

Fonte: MIDIC/SECEX
Elaboração: MAPA/SPAE/DCAF

Figura 2

Fonte: MIDIC/SECEX
Elaboração: MAPA/SPAE/DCAF

Apesar das fortes quedas, de 29,90%, em valor, e 43,63%, em quantidade, a Rússia ainda foi o principal destino do café solúvel brasileiro, em 2006, contribuindo com receita de 60,794 milhões de dólares.

Em seguida vieram os Estados Unidos, que compraram US$ 54,955 milhões, (6,24% mais que em 2005) e a Ucrânia, terceiro principal mercado, com US$ 29,642 milhões, mas, também apresentando queda de 2,74% na receita.

Apesar da taxação discriminatória de 9% a que são expostas pela Comunidade Européia, as exportações brasileiras de solúvel para a Alemanha cresceram, em 2006, tanto em valor, 36,62%, quanto em volume, 5,75%. Para o Reino Unido, houve queda, de 2,43%, no volume, mas elevação, de 14,76%, na receita. Além disso, a Bélgica assumiu uma posição de destaque, como sétimo maior importador, em valor, e décimo, em quantidade, com aumentos de, respectivamente, 3.241,92% e 2.392,31%

Quanto ao preço médio recebido, a Austrália teve maior elevação no período, de 56,96%. O preço médio também subiu fortemente nas vendas para Letônia, 47,45%, Bélgica, 34,09%, e Ucrânia, 30,01%. O único destino para o qual ocorreu redução do preço médio foi a Finlândia (menos 14,83%).

Figura 3

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