Os cafeeiros possuem, pela sua genética, dois tipos normais de porte nas plantas: alto ou baixo. O porte baixo é determinado por fator dominante CtCt, enquanto que o porte alto por ctct, sendo recessivo. Assim, plantas de porte baixo, não homozigotas, podem dar origem a cafeeiros de porte alto tendo os apelos Ctct, já as de porte alto só resultam em plantas igualmente altas.
São exemplos de variedades de porte alto a mundo novo e, de porte baixo, a catuaí. No trabalho de melhoramento genético, ao longo de algumas gerações, chega-se ao ponto de uniformizar o porte das plantas de uma certa variedade.
No desenvolvimento de novos materiais genéticos de cafeeiros arábicas, tem surgido cultivares com plantas que, embora catalogadas como de porte baixo, apresentam porte um pouco maior, entre o porte do catuaí e do mundo novo, considerado um porte médio.
Essas plantas de café, de porte médio, vêm sendo observadas em três cultivares: no guará, no acauãma e em algumas seleções do catucaí amarelo 2SL. Em plantas já no segundo ano de campo, podem ser verificadas diferenças de tamanho em relação às plantas de variedades normais, de porte baixo. Na fase adulta, plantas de guará, acauãma e certas seleções do catucaí 2SL apresentam cerca de 40-50 cm acima daquelas de outras variedades de porte baixo.
O porte médio das plantas tem se mostrado favorável, pois aumenta o tamanho da copa e resulta em maior área produtiva.
Cafeeiros da cultivar guará aos 10 anos de idade, com porte médio, com altura de cerca de 4 metros - Rio Paranaíba (MG), jun 2025
Cafeeiros da linha da direita mais altos, de porte médio, em relação à linha da esquerda, de porte baixo normal. Indo para a sexta safra - Rio Paranaíba (MG), jun 2025
Cafeeiros da cultivar acauãma na primeira safra, com porte mais elevado - Araxá (MG)