O cipó-pucá (Cissus verticillata ou Cissus sicyoides) é uma planta de hábito trepador, ou seja, cresce sobre outras plantas ou tutores.
Na tradição popular, o cipó-pucá é considerado uma planta medicinal, sendo indicado, especificamente, para o controle da diabetes, embora não haja comprovação científica de sua eficácia. Porém, ao lado desse aspecto favorável, a planta tem se mostrado prejudicial por infestar e cobrir os cafeeiros, reduzindo sua capacidade fotossintética e competindo por nutrientes e água com as lavouras de café.
A origem da espécie está associada à Amazônia, região de clima quente, considerada favorável ao seu desenvolvimento.
Em cafezais, sua ocorrência problemática já era conhecida em lavouras de café robusta/conilon, no norte do Espírito Santo e no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.
O cipó-pucá possui folhas cordiformes, flores pequenas, amareladas e dispostas em cachos. Seus frutos são pequenos, inicialmente verdes, e adquirem coloração vinho quando maduros. São adocicados e muito apreciados por pássaros.
O maior problema dessa erva consiste em sua grande capacidade de sobrevivência. Mesmo após ser cortada, a planta continua ativa, pois emite raízes longas que descem até o solo, de onde obtém sustentação. Por isso, seu controle deve ser diferenciado. Após o corte, os cipós devem ser retirados da lavoura e, depois de amontoados, receber aplicações de herbicidas específicos ou serem controlados por meios mecânicos.
A presente constatação foi feita em uma lavoura da Fazenda Experimental de Varginha. No entanto, há relatos de sua ocorrência também em outros municípios do Sul de Minas Gerais.
Aspectos da infestação do cipó-pucá sobre cafeeiros: flores amareladas em cachos e folhas em forma de coração
Pode-se ver, na infestação do cipó-pucá, frutos verdes e maduros e as raizes que descem até o solo