O potencial brasileiro reconhecido nos micro e nano lotes

Saber encontrar, reconhecer e provar esses cafés exigiu uma nova forma de olhar a produção e tornar as provas complexas e interessantes.

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Por Isabela Pascoal

Há 25 anos, quando a Daterra foi planejada, a visão era de construir uma fazenda inovadora que fosse capaz de produzir cafés especiais (a illy era nossa referência e a La Minita nosso sonho), com práticas sustentáveis. Verdade seja dita, a palavra sustentabilidade não era usada, mas a preocupação com o meio ambiente era exigência, e que acima de tudo conseguisse atender os clientes com o volume necessário.

Foto: Isabela Pascoal
 
Registro feito por Isabela Pascoal, na Fazenda Daterra

Com um alto investimento em tecnologia e muita pesquisa técnica, a Daterra foi sendo construída. E junto com a Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), e outras fazendas de produtores empreendedores a percepção do café brasileiro no mundo foi melhorando.

Ao longo desses anos, conquistamos clientes experts em café que buscam qualidade, consistência e confiança. Mas que, na medida em que foram se desenvolvendo, também se tornaram mais exigentes e curiosos.

Certo dia, em uma das feiras internacionais, escutamos que éramos tão confiáveis pela qualidade da entrega, que nem precisavam se lembrar de nós. Além disso, alguns torrefadores passaram a buscar cafés exclusivos a cada safra, para se diferenciar da concorrência. Isso significava que a consistência e habilidade de replicar os mesmos perfis sensoriais ano após ano, que nos fizeram ser reconhecidos no mercado, agora representavam um desafio.

Apesar de ser uma grande fazenda, a Daterra sempre foi organizada por um sistema de terroirs, e assim, mesmo com uma imensidão de cafés, éramos capazes de encontrar pequenos lotes exóticos, únicos e exclusivos por cada safra, mas que não eram comercializados.

Em 2013 fizemos nosso 1o leilão on-line de micro e nano lotes e em 2014 já tivemos a 2a edição. São raridades, cafés que se destacam pela bebida, pela história que carregam ou pelo manejo diferenciado. Muitos não chegam a 5 sacas. Esses cafés fazem parte da fazenda Daterra Masterpiece e a cada safra traz surpresas.

Saber encontrar, reconhecer e provar esses cafés exigiu uma nova forma de olhar a produção e as provas se tornaram complexas e interessantes.

Percebi que muitos compradores provam os cafés brasileiros descrentes de que pode ser uma bebida surpreendente e muitos provam comparando com o floral da África ou a acidez da América Central.

Com os Masterpieces, a Daterra busca fortalecer a imagem do Brasil. Independente de ser de uma ou outra fazenda, o Brasil tem que convencer o mundo a reconhecer de que nosso café é especial pelas características brasileiras, sem comparação.
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Material escrito por:

Isabela Pascoal Becker

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Dra Marisa Contreras
DRA MARISA CONTRERAS

PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/02/2015

Parabéns Isabela pelo seu trabalho. pessoas iguais a você e companhias como a Daterra,dão destaque  e visibilidade aos Cafés Brasileiros.

Gostaria muito de conhece-la .
Juliano Tarabal
JULIANO TARABAL

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 01/02/2015

O trabalho da Daterra é algo singular no Brasil que deve ser valorizado e multiplicado.



Tive a oportunidade ha anos atrás quando então acadêmico de Agronomia de estagiar por 1 mês na Daterra, durante a colheita e pude perceber que o sucesso da Marca Daterra tem por trás um grande trabalho de pesquisa, estudo de processos, cuidado em todas as etapas desde a confecção das mudas, genética, enfim, diversas frentes de trabalho que resultam em uma qualidade muito diferenciada na xícara.



Para entender o terroir é preciso se relacionar com ele, estuda-lo e compreende-lo, e isso a Daterra faz como nenhuma outra propriedade de café faz no Brasil.



Um outro fator a ser observado é o cuidado que a Daterra tem com as pessoas, os colaboradores responsáveis por toda a etapa de produção.



Parabéns ao Grupo Dpaschoal pela visão futurista e por ajudar a construir uma imagem positiva de nosso café mundo afora!