Mercado do café para outubro/2007

Momentos como esse, ou arrisca-se vender um pouco de café barato (com o caso da seca se intensificar), ou arrisca-se perder os preços e ter que correr os riscos do mercado até o próximo semestre. As altas não estão sendo influenciadas no momento apenas por fundamentos do mercado de café, mas também das circunstâncias em que se encontram os fundos de investimento internacionais que estão buscando alternativas para seus investimentos frente a uma retomada da economia para um pós-crise em Wall Street.

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O mercado vem trabalhando com movimentos técnicos aguardando novidades com relação ao período de chuvas para o cinturão cafeeiro, sendo que neste período as chuvas serão de grande importância para uma melhor definição sobre o potencial de produção da safra de 2008/2009. No mercado de NY, segundo relatório de posicionamento dos operadores, principalmente fundos, carregam uma posição que poderá delimitar altas ou maximizar baixas devido a exposição comprada com relação a uma mão vendida menor, o que acarreta em maior potencial vendedor.

O mercado de café em Nova York para o vencimento em dezembro /2007 encerrou o mês de setembro a 128,65 cents/lb com ganho de 11,63% (13,40 cents/lb), Este ativo ainda apresenta perdas de 6,67% (9,20 cents/lb) neste ano.

Gráfico1: Mercado de Café em NY - Vencimento dezembro/2007

Figura 1
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Hoje os fundos de Investimento já possuem mais de 10 milhões de sacas compradas na bolsa, estes direitos foram comprados de comerciais que representam origens e profissionais do café, e quando for oportuno com certeza esse café será devolvido para os grandes compradores internacionais, abastecendo o mercado. Infelizmente não podemos delimitar bem o potencial de compra dos fundos, pois, historicamente, eles trazem grandes surpresas para o mercado, porém os preços subiram bem em US$, e o produtor deve se proteger em parte de sua posição, buscando os mercados a termo de exportação, CPRs ou até mesmo o mercado futuro BM&F.

Na BM&F o vencimento de dezembro/2007 teve ganho de 9,71% (US$ 13,90) cotado a US$ 157,10/sc, durante o mês de setembro, mas ainda está com queda neste ano de 6,49% (US$ 10,90).

O café robusta na bolsa de Londres, para novembro /2007 encerrou o mês de setembro cotado a US$1.914/ton, com ganho de 11,41% (US$ 196,00/ton) e acumula ganho de 27,35% (US$ 411/ton) neste ano.

O dólar comercial encerrou com queda de 6,62% neste mês de setembro cotado a 1,834, e acumula 14,22% de perda contra a moeda brasileira neste ano.

Momentos como esse, ou arrisca-se vender um pouco de café barato (com o caso da seca se intensificar), ou arrisca-se perder os preços e ter que correr os riscos do mercado até o próximo semestre. Além do clima seco, até o momento o CRB (Commodity Price Index), que mede o desempenho das principais commodities do mundo, apresentou ganhos ao redor de 15% neste período e está cotado em 328,62 pts, o que confirma o fato de que as altas não estão sendo influenciadas no momento apenas por fundamentos do mercado de café, mas também das circunstâncias em que se encontram os fundos de investimento internacionais que estão buscando alternativas para seus investimentos frente a uma retomada da economia para um pós-crise em Wall Street.

Gráfico 2: CRB (Commodity Price Index) - maio a setembro/07

Figura 2
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"Saber comercializar não é tentar vender na máxima ou comprar na mínima, mas sim operar o estoque e produção de forma estratégica, utilizando ferramentas adequadas".
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Material escrito por:

Mauro L. Dos Santos*

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