Precisamos de uma gerente?
Qual o sentido de adjetivos eleitorais, como o de gerente ou administrador competente? Bruno Miranda e Sylvia Saes discutem a seguinte questão.
Qual o sentido de adjetivos eleitorais, como o de gerente ou administrador competente? Bruno Miranda e Sylvia Saes discutem a seguinte questão.
Quando vale ver uma partida importante? Dando o exemplo do mercado de ingressos para jogos importantes, o colunista Bruno Miranda discute o sentido - ou a falta de sentido - de limitarmos a interação dos indivíduos nos mercados de determinados bens. O exemplo, embora pareça distante da realidade de muitos em um primeiro momento, ajuda na reflexão do significado dos mercados em nossas vidas.
Pagar com o vil metal é suficiente para quem busca o vil metal descumprindo as regras da sociedade? Confira mais sobre o assunto neste artigo!
De que maneira os direitos de propriedade sobre a terra afetam o investimento e a produtividade na agricultura? Saiba mais sobre esses direitos nesse artigo!
Artigo lança mão de polêmica em torno de suposta manipulação de dados oficiais da inflação argentina para argumentar que fenômenos típicos de mercado.
Artigo analisa os desafios estratégicos da mais conhecida marca de café da Colômbia, de sua origem aos dias atuais. Para os autores, uma dúvida persiste em relação ao futuro: "e os produtores? Receberão parte dos ganhos?"
Em nosso último artigo, apresentamos algumas das conclusões de um relatório organizado pela FAO e pela OCDE. Entre outros dados, o texto apresenta uma projeção de quanto a produção agrícola deve crescer nas próximas décadas para saciar uma demanda crescente. A resposta para o desafio, ali mesmo é encontrada: aumentar a produtividade nos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que é garantido o respeito a técnicas mais verdes no campo. Pois bem, nos próximos parágrafos queremos tratar da primeira parte da solução, qual seja: o aumento da produtividade nos países em desenvolvimento. Mais especificamente, queremos promover a reflexão sobre possíveis obstáculos a tal desfecho.
O número que intitula este artigo é o quanto a produção agrícola mundial deverá crescer nos próximos 40 anos a fim de dar conta da demanda crescente. A conclusão é apresentada em relatório recente divulgado pela FAO e pela OCDE, cujo conteúdo é de grande interesse para todos os que frequentam este espaço. O texto, apresentado no começo do mês passado, discute os desafios e as implicações de estarmos diante de número tão desafiador. Por Sylvia Saes (professora de administração USP) e Bruno Varella Miranda (mestre em administração)
O artigo dessa quinzena chega com certo atraso. Nas próximas linhas, gostaríamos de homenagear Elinor Ostrom, que morreu há alguns dias. Ostrom foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Economia, em 2009, tendo o seu trabalho também reconhecido pelos cientistas políticos - Prêmio Johan Skytte - e pela Acadêmia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Tantas medalhas, entretanto, só chegaram após décadas de dedicação, entre outras questões, ao estudo da administração dos recursos comuns. A seguir, falaremos um pouco sobre este problema, discutindo as conclusões de Ostrom.
No momento em que ler este texto, você, leitor(a), provavelmente já terá recebido uma série de notícias sobre o desfecho das eleições na Grécia. O motivo: o seu resultado poderia ter definido o futuro do país na Zona do Euro. Muito do que foi escrito nas últimas semanas aponta, uma eventual vitória do partido de "extrema esquerda", o Syriza, o que representaria um desastre para o país e, quem sabe, para a Europa. Assim, é como se o futuro do capitalismo ocidental no curto prazo dependesse da decisão de um Estado com cerca de 11 milhões de habitantes.
Quem vive no Brasil certamente já percebeu, comentou ou foi alertado sobre a presença crescente de produtos importados no mercado nacional. Trata-se de um tema discutido abertamente: os artigos chineses, especialmente, constituem motivo de temor entre os que discorrem sobre o tema. Logo, o Brasil é um país aberto ao comércio internacional, certo? Errado. Ao menos entre os jornalistas e especialistas espalhados ao redor do mundo, o país é visto como um dos mais protecionistas entre as "economias de mercado". Os dados compilados pelo Global Trade Alert, por exemplo, mostram realidade distinta. Segundo o sítio, o Brasil está entre os países que mais implementaram medidas protecionistas nas últimas doze semanas, atrás da Argentina e da China. A pergunta que emerge é: quais os efeitos disso para o país?
Sylvia Saes e Bruno Varella descrevem sobre as possíveis transformações na estrutura do mercado solidário do Fairtrade após a decisão da Transfair USA buscar um caminho independente das iniciativas da Europa, medida que levanta dúvidas quanto ao futuro do comércio justo.
No momento em que mais um ano termina, balanços e reflexões são inevitáveis. Encerraremos o ano com uma pergunta: quais países produtores terão condições de sustentar a demanda crescente por café?
No primeiro artigo desse mês da seção Conjuntura de Mercado, Sylvia Saes e Bruno Varella fazem uma análise sobre o desfecho para a questão do Código Florestal. "A pergunta que não quer calar é a seguinte: o que esperar desse Código? Quem sai mais feliz ao final das discussões?"
A Organização das Nações Unidas divulgou, no início de novembro, o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2011. O IDH representa apenas a "ponta do iceberg"; o Relatório contém uma série de tabelas e um rico debate acerca das perspectivas para o futuro dos humanos que, como não poderia deixar de ser, índice sucinto algum poderia traduzir.
Ao suspender a cobrança do PIS/Cofins para o café verde, o governo proporciona uma chance para a mitigação das distorções que o regime tributário da cadeia do café provoca. A medida, como não poderia deixar de ser, não veio sem alguma polêmica. No geral, porém, acreditamos que era necessário que esse passo fosse dado.
A tecnologia está transformando uma série de noções que fundamentaram a vida em sociedade nas últimas décadas. Idéias como hierarquia e representação estão sendo erodidas, a medida que as pessoas percebem a distância potencial entre o "discurso oficial" e a realidade.
Entre todas as frases ditas por Jobs, talvez a que mais chamou a atenção é a seguinte: o consumidor não sabe o que quer, até o momento em que você mostre algo novo a ele. Essa conclusão é importante, pois leva a refletir sobre o que garante o êxito de um determinado produto no mercado.
Nos últimos tempos, temos assistido a um desenfreado esforço de diversos governos para "preservar" símbolos da cultura regional. Muitas vezes, celebrações ou bens já esquecidos pela população ganham sobrevida, tornando-se pálidas representações do passado.
A popularização da Internet nos garante uma quantidade considerável de informação diariamente. Com apenas um comando, somos capazes de ler notícias publicadas pelos mais diversos jornais, conhecer a opinião de famosos e anônimos acerca de temas variados.
A notícia de que o governo de Moçambique deseja estimular a ida de agricultores brasileiros interessados em investir no país, chamou a atenção na última semana. Com isso, é impossível não nos questionarmos o porquê de os brasileiros terem sido os escolhidos para comandar a expansão agrícola em Moçambique.
O anúncio feito pela Standard & Poor's, rebaixando a nota dos EUA pela primeira vez na história, causou enorme comoção. Desde então, diversas explicações têm surgido. Houve quem criticasse a atual administração norte-americana, quem jogasse a culpa no antecessor de Obama ou ainda quem questionasse a capacidade da qualificadora de risco. Ora, é perfeitamente aceitável perguntar, qual a credibilidade da avaliação da Standard & Poor's, tendo em vista seu histórico recente de previsões equivocadas?
Em qualquer sociedade, determinadas noções são alçadas a um status que as tornam unânimes. O exemplo do termo "desenvolvimento" é o mais óbvio: é praticamente impossível encontrar uma pessoa que se oponha ao desenvolvimento, embora inexista um consenso acerca do seu significado exato. Outras idéias possuem apelo semelhante, entre as quais a do empreendedorismo. Não são poucas as análises que enaltecem o papel desses desbravadores de oportunidades econômicas para o progresso de uma sociedade, reivindicando maior atenção à formação desse perfil. Chega-se mesmo a propor que o empreendedorismo possa ser ensinado!
A troca de comando na Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a saída de duas importantes empresas da associação nos convida à reflexão. Personagem central em diversos acontecimentos observados nas últimas décadas, a ABIC entra em uma fase de reacomodação dentro da dinâmica do setor. Se compararmos a realidade atual com aquela encontrada no início da década de 1990, por exemplo, veremos que o Brasil - e o mundo - mudaram muito. Como se adequar, então, aos novos tempos?