Entre o passado e o futuro
O desfecho das eleições presidenciais no Brasil nos convida à reflexão. Por Bruno Varella Miranda.
O desfecho das eleições presidenciais no Brasil nos convida à reflexão. Por Bruno Varella Miranda.
Nos últimos anos, produtores e outros agentes da cadeia do café têm sido bombardeados com todo tipo de convite. É preciso certificar, agir coletivamente, informar. Por Bruno Varella Miranda.
Quando o assunto é agropecuária, um desafio incontornável é o estabelecimento de uma infraestrutura condizente com a importância do setor. Por Bruno Varella Miranda
O futebol reproduz, ainda que de maneira imprecisa, nossa rotina. Na agricultura, o fato de termos recursos com potencial não implica o seu uso de maneira eficiente.
Caso o movimento se aprofunde, teremos que encontrar novos argumentos para vender no Velho Continente produtos com maior potencial de agregação de valor
A ideia de "trabalho" não se limita à atividade desempenhada por um certo indivíduo, envolvendo as consequências econômicas e sociais dessa ação. Mais especificamente, a forma de remuneração, a relação entre superiores e subordinados, a valorização social de uma certa profissão, as exigências físicas e mentais sobre o trabalhador, entre outros, ajudam a explicar nossas percepções em relação ao termo.
A agricultura, por suas características, é das atividades que mais sofre com a incerteza climática. Alguma margem de dúvida sempre haverá, mas a percepção é a de que, com o passar dos anos, tem ficado mais difícil lidar com a questão. Por se tratar de um fenômeno complexo, a mensuração dos efeitos é desafiadora: pesquisas recentes, porém, mostram que, aos poucos, produtores de diferentes partes do mundo têm notado os efeitos negativos do clima sobre a produtividade de seus cafezais.
Quando se fala de possibilidades de diferenciação na cafeicultura, é comum a comparação com a vitivinicultura. Desde a virada do milênio, principalmente, é crescente o número de especialistas que buscam relacionar ambos os setores. Certamente, há uma série de lições úteis oferecidas pelo caso do vinho.
Em diversas áreas rurais do mundo, predomina certa decepção e nostalgia nas faces de seus habitantes. Os motivos para tal insatisfação são complexos, e talvez impossíveis de ser resumidos em poucos parágrafos. É mesmo necessário reconhecer a heterogeneidade com que esse sentimento se manifesta, e a natureza precária da sua constatação. Que um tema seja de difícil abordagem, porém, não nos exime de tratá-lo. Pelo contrário, compreender as razões para o desânimo de inúmeros agricultores ao redor do planeta com a sua atividade, e o que os leva a buscar outros caminhos, constitui um imperativo.
O ano começou com declarações que, embora assentadas em fatos econômicos, possuem alto conteúdo político. Ao antecipar o anúncio do cumprimento da meta para as contas públicas no ano passado, o ministro da Economia, Guido Mantega, esperava "acalmar os nervosinhos".
O ano de 2013 termina com a luz de alerta acesa para os médios produtores rurais ligados à cafeicultura. Afinal, o preço não ajuda e os custos tampouco. Infelizmente, a tendência é que a luz de alerta siga acesa em 2014, 2015, 2016... Embora um alívio momentâneo seja possível no futuro - as forças do mercado se encarregarão disso - a tendência de médio prazo é preocupante.
Quase uma ofensa para muitos do lado de cá do oceano Atlântico, essa ideia é um alicerce central da política agrícola europeia. Justificativa para a adoção de subsídios perversos ou um requisito para o reconhecimento da complexidade inerente à atividade rural, estamos diante de uma noção que dificilmente abandonará o debate público nas próximas décadas. De fato, é provável que a "multifuncionalidade" ganhe cada vez mais importância, o que exige uma reflexão sobre as consequências desse processo.
Em junho de 2013, multidões nas ruas provocaram um fenômeno poucas vezes visto no Brasil. Pouca gente esperava tamanha mobilização e, talvez por isso, não faltaram os que tentaram traçar cenários sobre o que ocorreria quando o asfalto voltasse a ser ocupado pelos automóveis (até mesmo este que vos escreve se arriscou!). Cerca de quatro meses depois, a dúvida é outra: por que a maioria dos manifestantes não voltou às ruas diante de questões como as controvérsias relacionadas ao julgamento do chamado Mensalão? Por Bruno Varella Miranda
Imaginem uma eleição em que o único resultado possível é o consenso absoluto. Estranho, não? Mesmo em países em que a democracia não é um valor prioritário, seria difícil encontrar um ditador que se sentisse confortável ao anunciar a vitória com 100% dos votos - embora, acreditem, isso ocorre na Coreia do Norte, por exemplo. A razão é simples: em qualquer grupo de pessoas, matizes existem. Sejam interesses ou ideologia, é normal haver certa discordância.
Bruno Miranda segue o debate proposto em seu último artigo, chamando a atenção para uma realidade que dificulta a propagação dos 'melhores exemplos' na cafeicultura: para milhares de produtores, falta ainda o básico em termos de gestão.
Colunista Bruno Miranda discute a recorrência do uso da palavra 'governo' nas queixas dos agentes ligados à cafeicultura em relação à atual situação. Conforme o texto aponta, de fato os tempos são difíceis; é preciso discutir, porém, qual é o melhor papel para o Estado diante do atual contexto. A ideia de que o poder público está presente para apagar incêndios econômicos é problemática, sendo necessário maior envolvimento da iniciativa privada no oferecimento de alternativas de longo prazo para o setor.
Quem nunca criticou o Mercosul? Bruno Miranda se arrisca a fazer o contrário, ou seja: defender a necessidade de que o Brasil valorize a história e o relacionamento com os seus vizinhos. Mais especificamente, o autor argumenta que i) uma boa relação com os sócios na América do Sul não exclui necessariamente a possibilidade de acordos com outros países; ii) muitas vezes, a conveniência de tais tratados bilaterais é exagerada, não considerando possíveis percalços ou a resistência de setores protecionistas.
Após Fernando Haddad e Geraldo Alckmin voltarem atrás, é possível dizer que as manifestações no Brasil representam uma estratégia que poderia ser replicada por qualquer grupo de interesse pertencente à sociedade? Bruno Miranda discute as consequências da onda de protestos no Brasil.
Em um momento em que tanto se fala sobre os problemas das obras para a Copa do Mundo, Bruno Miranda discute um velho desafio para o Brasil: a falta de infraestrutura adequada em diversos setores da economia.
Conjuntura de Mercado: Um prolongado período de seca é sinal de prejuízo para o agricultor, certo? Depende! Saiba mais sobre o assunto, acesse!
Como tornar realidade o estabelecimento de padrões efetivos e realistas diante de demandas complexas por parte da sociedade?
Bruno Miranda e Sylvia Saes discutem o "escândalo da carne de cavalo", fato marcante das últimas semanas. Em uma Europa repleta de consumidores exigentes e regras nos âmbitos nacional e comunitário, a surpresa foi ainda maior. Assim sendo, o que nos ensina o escândalo?
De tempos em tempos, catástrofes naturais ou graves acidentes motivam a reflexão da sociedade acerca de qual o seu papel a fim de evitar a destruição e o sofrimento das famílias. Partindo dos trágicos acontecimentos em Santa Maria, Bruno Miranda e Sylvia Saes perguntam: a solução para evitar desastres como o ocorrido no Rio Grande Sul é criar regras mais complexas?
Bruno Miranda e Sylvia Saes discutem o crescimento do separatismo na Europa, apresentando alguns dos argumentos e dilemas envolvidos na questão. Em especial, os autores chamam a atenção para as dificuldades adicionais que existiriam caso a União Europeia sofresse um processo de desagregação interna, com o aumento do número de países envolvidos em seus processos decisórios.